O podcast do Estadão traz a colunista Carlos Andreazza em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
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O podcast do Estadão traz a colunista Carlos Andreazza em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
Luciano Huck declinou mais uma vez da possibilidade de ser candidato à presidência em 2022. O apresentador confirmou que vai assumir os domingos da rede Globo, substituindo Fausto Silva. Sem Huck na possível terceira via, como alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro, outros pré-candidatos devem assumir o posto representando partidos de centro-direita e centro-esquerda.
Diferentemente do que foi observado em 2018, é provável que sem Luciano Huck não veremos a ascensão dos outsiders na política em 2022. O cenário das eleições municipais em 2020 mostrou uma tendência de queda dos antipolíticos, e a volta dos partidos tradicionais ao poder.
Legendas do centrão, como PSD, PP, PL e Republicanos, elegeram 34% dos prefeitos do País. Partidos como DEM, PSDB e MDB, ganharam musculatura e obtiveram o governo de metade das capitais estaduais. Com isso, políticos experientes começam a se preparar para as eleições com as mesmas ferramentas utilizadas pela chamada “velha política”.
No caso do presidente Jair Bolsonaro, há uma busca por um partido que lhe dê a estrutura necessária para uma campanha nacional no ano que vem. O presidente “namorou” com mais de oito partidos, entre eles, Progressistas, PTB, PL, PRTB, Republicanos, mas deve terminar no Patriotas.
Já a esquerda, tem hoje Lula como seu principal candidato e tenta concentrar suas forças em partidos com maior alcance nacional.
A tentativa de lançar uma pré-aliança entre partidos também já está sendo articulada. Nesta semana, um almoço foi organizado para os presidentes do PDT, PSDB, DEM, SD, Podemos, Cidadania, PV, Novo e PSL. Dificilmente esse colegiado vai fechar um bloco com apenas um nome na disputa, mas buscam ao menos debater em torno de um programa de ação comum.
Um dos nomes mais fortes do chamado “centro democrático” é o do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. No episódio de hoje, o parlamentar, que acabou de ser expulso do DEM, conversa conosco sobre a construção dessa “terceira via”. Também vamos falar com a colunista do Estadão e da Rádio Eldorado, Eliane Cantanhêde, que analisa todos esses cenários para 2022.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Patrick Freitas.
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi
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Após o governador de São Paulo, João Doria, anunciar a antecipação do cronograma de vacinação no Estado, iniciou nas redes sociais uma certa “competição” entre governadores e prefeitos para ver quem vacina primeiro sua população contra a covid-19. Eduardo Paes, Flávio Dino, Ronaldo Caiado e Helder Barbalho foram alguns dos políticos que entraram na brincadeira. Porém é preocupante a disparidade em alguns Estados e municípios quando se trata do número de doses do imunizante aplicadas.
Nessa “corrida do bem”, 14 Estados anunciaram que pretendem vacinar todos os adultos com a primeira dose até o final de outubro. Pelos números do Ministério da Saúde, até terça-feira, 15, mais de 56 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina, o que representa 27% da população brasileira. Desses imunizados, cerca de 24 milhões receberam a segunda dose. Um total de 12% da população.
Por enquanto, quem lidera esse ranking é o Mato Grosso do Sul, com 36% da sua população vacinada com a primeira dose. Na sequência estão: Rio Grande do Sul, com 33%, e Espírito Santo com 31%. Entre os Estados que entraram na disputa pelas redes sociais, São Paulo está na frente com 30% de imunizados, seguido por Goiás, com 25%, Maranhão, com 24% e o Rio de Janeiro com 22%.
A distribuição dessas vacinas depende do Plano Nacional de Imunização. Todas as doses importadas, ou produzidas no Brasil devem ser destinadas ao Ministério da Saúde, que faz um cálculo proporcional à população de cada Estado, e envia a quantidade disponível no momento, de acordo com essa conta.
Dentro dos Estados, essa distribuição para os municípios é realizada pelos governadores. Por isso, o cronograma pode sempre sofrer alteração, pois vai depender dos laboratórios entregarem os imunizantes no prazo em que foram acordados.
Além de terminar a imunização, a antecipação deste processo impacta na economia e na vida das pessoas, para saber quando poderemos retirar a máscara e retornar à normalidade, vamos conversar no episódio de hoje com o médico sanitarista e ex-presidente da Anvisa, Gonzalo Vecina Neto.
E para compreender os ganhos políticos da vacinação para governadores e prefeitos, vamos conversar com o editor da “Coluna do Estadão” e colunista da Rádio Eldorado, Alberto Bombig.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Patrick Freitas.
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi
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Nas últimas semanas, algumas pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro passaram a ser investigadas mais de perto pelo Supremo Tribunal Federal, através do inquérito que promete responsabilizar quem promove ataques antidemocráticos. Há oito meses sendo elaborado, o processo tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes e possui mais de 1.300 páginas. A coleta de informação mais recente feita pela Polícia Federal foi com o ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Otávio Fakhoury.
Uma troca de mensagens mostrou um grupo apoiador do presidente discutindo com Wajngarten a criação de um departamento de “comunicação estratégica e contrainformação” para assessorar Bolsonaro. Informações também apontam que o deputado federal Eduardo Bolsonaro e Fábio Wajngarten participaram de uma articulação com empresários que buscava criar uma rádio FM, de viés conservador, destinada a ser uma “arma para a guerra política”.
O ministro Alexandre de Moraes chegou a autorizar a quebra dos sigilos bancários de 10 deputados federais ligados ao presidente, entre eles, Daniel Silveira, preso desde fevereiro ao ameaçar os ministros do STF em um vídeo divulgado nas redes sociais. Até agora, a PF identificou que 12 perfis bolsonaristas no YouTube receberam mais de 4 milhões de reais entre 2018 e 2020 via monetização de vídeos publicados em apoio ao presidente, muitos deles com ataques às instituições do país.
Também já foram cumpridos mais de 21 mandados de busca e apreensão contra parlamentares, blogueiros e empresários. Algumas prisões foram feitas durante as investigações, como a da militante Sara Winter, e do blogueiro de direita Oswaldo Eustáquio. Auxiliares diretos do presidente Jair Bolsonaro também são alvos da apuração. Entre eles, dois filhos do presidente: o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
A investigação foi instaurada a pedido da própria Procuradoria-Geral da República para identificar os organizadores e financiadores de manifestações realizadas em abril do ano passado que pediam o fechamento do Congresso e do STF, além do retorno da ditadura militar. No entanto, a PGR agora pediu ao Supremo o arquivamento do caso perante o STF.
No episódio de hoje vamos conversar com a repórter do Estadão, Rayssa Mota, para entender o andamento e o futuro dessas investigações. E para refletir sobre as possíveis implicações que esse inquérito pode ter para o presidente Jair Bolsonaro, vamos falar com o cientista político da FGV, Eduardo Grin.
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Apresentação: Gustavo Lopes
Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer e Jefferson Perleberg.
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi
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A vitória no Peru do candidato da esquerda Pedro Castillo, um professor rural, que superou a candidata da direita Keiko Fujimori, confirmou uma tendência no continente sul-americano pela escolha de nomes mais progressistas. O país segue o ritmo da Bolívia que elegeu no ano passado Luis Arce, do Movimento ao Socialismo, e da Argentina, com o candidato da esquerda, Alberto Fernández. Especialistas apontam que essa nova guinada à esquerda no continente pode influenciar também na eleição brasileira do ano que vem.
A mudança nesses países abalou a onda conservadora e o eixo ideológico desse grupo, liderado por Brasil, Chile e Colômbia. No Chile, a assembleia que redigirá a nova Constituição do país, a partir do mês que vem, será marcada pela diversidade e pela pouca influência dos partidos tradicionais e das grandes coalizões. A direita ligada ao presidente Sebastián Piñera sofreu uma forte derrota e, apesar da coligação com o Partido Republicano, de extrema direita, não conseguiu eleger nem um terço do plenário.
Já na Colômbia, um projeto de reforma tributária deu início a uma onda de protestos que já dura mais de um mês. O que começou com uma revolta contra a proposta de aumento de impostos para a classe média, se transformou em um levante popular contra o presidente de direita Iván Duque, com manifestações diárias e confrontos violentos entre civis e policiais.
No Brasil, pelo menos 170 cidades brasileiras participaram de mobilizações que levaram milhares às ruas no dia 29 de maio, reivindicando a vacinação em massa da população, o retorno do auxílio emergencial de R$ 600,00 e pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Também está em curso uma CPI que busca reunir provas de possível irresponsabilidade do governo federal na gestão da pandemia. E segundo a última pesquisa do Datafolha, o cenário eleitoral para 2022 mostra o ex-presidente Lula (PT) com 41% das intenções de voto, enquanto o atual presidente aparece com 23%. Então, mesmo em países onde a direita governa, o pêndulo da alternância de poder está mudando novamente.
Para analisar o cenário das últimas eleições em países vizinhos, conversamos com o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, Roberto Goulart Menezes. E para tentar entender como será o embate entre direita e esquerda na eleição presidencial do Brasil, em 2022, falamos com o cientista político da FGV, Claudio Couto.
O episódio tem também a participação dos deputados federais Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Marcelo Brum (PSL-RS), que opinam e fazem projeções sobre as eleições do ano que vem.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Taísa Medeiros
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi
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A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença rara e grave que acomete cerca de cinco mil brasileiros, principalmente mulheres a partir dos 30 anos. Ampliar as opções de tratamento disponíveis no SUS é um passo importante para possibilitar mais qualidade de vida para quem tem HAP. Quem fala sobre o assunto é Paula Menezes, presidente da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (Abraf), e Doutor Frederico Thadeu Assis Figueiredo Campos, Pneumologista. A apresentação é de Barbara Guerra.
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Tradicionalmente, os bancos sempre estiveram à frente na virada digital. Agora, tanto as grandes ou pequenas, tradicionais ou novas instituições, se preparam para um cenário ainda mais disruptivo com o lançamento de serviços atrelados ao Pix e ao novo modelo de open banking no panorama brasileiro. Nestes e em novos serviços que ainda surgirão, diversas tecnologias compõem a grande base que fundamenta novas experiências para o consumidor, diferentes soluções, mais concorrência e os novos modelos de negócios, garantindo o futuro das próprias instituições. Acompanhe a primeira parte da conversa sobre o tema com executivos do Bradesco, XP, NEC e Deloitte no Start Eldorado, que vai ao ar na Rádio Eldorado (FM 107,3), toda quarta-feira, às 21h, com Daniel Gonzales.
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A eleição de 2022 pode fazer com que os brasileiros mais nostálgicos revivam uma experiência que foi extinta após 1995: o voto impresso. A comissão que analisa o tema na Câmara dos Deputados, já tem maioria para aprovar a PEC da deputada Bia Kicis(PSL-DF), que introduz a impressão do voto na urna eletrônica, com o argumento de tornar o pleito mais seguro. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou que a medida representa um “retrocesso”.
Na linha da fiscalização, o Tribunal de Contas da União (TCU), afastou o auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, responsável pela elaboração de um relatório falso que questiona o número de mortes por Covid no Brasil. O documento foi usado pelo presidente Jair Bolsonaro para acusar governadores de inflarem o número de falecimentos para conseguirem mais recursos do governo federal.
Ainda sobre a pandemia, a CPI da Covid voltou a ouvir o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O titular da pasta mudou sua versão sobre a demissão da infectologista Luana Araújo, que é contrária ao tratamento precoce com cloroquina. No primeiro depoimento, o médico afirmou que o nome não havia sido aprovado pelo governo, agora diz que a decisão foi dele.
Quem também esteve na comissão foi o braço direito de Eduardo Pazzuelo no Ministério da Saúde, Élcio Franco, que tentou justificar a demora em contratar as vacinas oferecidas pela Pfizer. Aliás, Pazuello, e o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, terão seus sigilos quebrados pela CPI.
Para analisar essa participação, no episódio de hoje, vamos conversar com os repórteres do Estadão, Adriana Ferraz, de São Paulo, e André Shalders, direto de Brasília.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Taísa Medeiros
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi
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Quando o assunto é escolher um bom vinho a busca por um sommelier, especialista da área, pode auxiliar na hora da compra. Mas quando se trata de um imunizante contra a covid-19, a escolha deve ser: a vacina que está disponível na UBS. Em algumas cidades como São Paulo, Porto Alegre e Balneário Camboriú, há relatos de muitas pessoas querendo optar por algum imunizante específico, são os chamados ‘sommelier de vacina’.
No país já são três vacinas disponíveis aos brasileiros, a Coronavac, a vacina de Oxford/AstraZeneca e a da Pfizer. Também está prevista para as próximas semanas um lote do imunizante da Janssen, que é de dose única.
A chegada da vacina da Pfizer ao País, no fim de abril, fez com que parte dos brasileiros aptos a se vacinar tenham recusado outros imunizantes disponíveis nas unidades de saúde, como a vacina de Oxford e a Coronavac. Um dos principais argumentos é a eficácia maior dessa vacina e o fato dela ser aceita em caso de viagens para os Estados Unidos e Europa.
Outro motivo apontado é o relato de reações adversas, principalmente, com a vacina da Oxford/AstraZeneca. Porém é importante lembrar que essas reações já foram tidas como normais, e que elas acontecem com outras vacinas também, como a da gripe, por exemplo.
Além disso, nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens, diversas fake news sobre vacinas são diariamente compartilhadas, o que gera desinformação e desconfiança para os imunizantes. Entretanto, todas as vacinas que estão disponíveis no Brasil já passaram por testes que comprovam segurança e eficácia contra o novo coronavírus, e suas aplicações são autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No episódio de hoje, vamos ouvir o relato de profissionais da saúde que encararam essa recusa de imunizantes. Para esclarecer dúvidas sobre a vacinação conversamos com a Médica Alergista e Imunologista Clínica do Hospital Sírio Libanês, Dra. Fanny Dantas de Lima. E para desmentir as publicações enganosas sobre vacina, mais compartilhadas nas redes, falamos com a Alessandra Monnerat, repórter do Estadão Verifica, o núcleo de checagem de fatos do Estadão. Ainda ouvimos o depoimento do prefeito da cidade de Balneário Camboriú, que precisou entrar com uma campanha para convencer os moradores a aceitar qualquer uma das vacinas disponíveis.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Gustavo Lopes, Julia Corá, Ana Paula Niederauer, Jefferson Perleberg e Taísa Medeiros
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi
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Os últimos dias foram marcados por recordes no mercado de ações, a Ibovespa teve a oitava alta consecutiva. Já o PIB, Produto Interno Bruto do Brasil, cresceu 1,2% no primeiro trimestre, superando as expectativas dos economistas. Mesmo diante de um cenário de projeções favoráveis ao país, a realidade da maioria dos brasileiros não condiz com a situação.
A inflação dos alimentos, remédios e combustíveis, além do aumento na conta de luz somados ao desemprego, empobrecem a classe trabalhadora. Nos últimos 12 meses, o óleo de soja subiu 82%, o arroz 56%, carnes 35% e o gás 21%. A alta fez a inflação dos mais pobres encerrar o mês de abril duas vezes maior que a dos mais ricos, segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em contraste, os recordes seguidos do mercado de ações trazem projeções otimistas para os economistas que preveem que a Bolsa de Valores de São Paulo chegue em 145 mil pontos até o fim do ano, com aumento de 22% em 12 meses.
Ainda sem confirmação do Ministério da Economia, a prorrogação do auxílio-emergencial aumenta as incertezas sobre o futuro de cerca de 39 milhões de brasileiros que recebem o benefício. Também cerca o assunto, a criação de um novo programa que deve substituir o Bolsa-Família ainda neste ano.
No episódio de hoje, vamos ouvir alguns depoimentos de quem está sofrendo com o momento econômico do país, e conversar sobre as diferenças do mercado e da economia real com o economista Andrés Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e para falar sobre as mudanças dos programas sociais do Governo Federal, a repórter do Broadcast, Idiana Tomazelli.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
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Sonorização/Montagem: Moacir Biasi
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O caso de assédio sexual envolvendo o presidente afastado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abriu novamente a discussão sobre o que as mulheres sofrem nos ambientes de trabalho. Na denúncia, feita por uma ex-secretária, o dirigente a importunava diversas vezes com perguntas de cunho pessoal e sexual.
Dados do Tribunal Superior do Trabalho mostra que entre 2015 e 2021, 26 mil mulheres entraram na Justiça por assédio sexual no ambiente de trabalho. Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública deste ano, 26 milhões de mulheres com mais de 16 anos foram assediadas em algum momento da vida, sendo que 9 milhões receberam cantadas ou comentários desrespeitosos no ambiente de trabalho.
Por causa dos crescentes casos de assédio sexual ou moral nas empresas, as companhias têm adotado mecanismos como regras internas de conduta e canais de comunicação para apurações de denúncias. Para caracterizar o crime, não é preciso ter acontecido o contato físico. Esse comportamento pode ser revelado em gestos, presentes e comentários em redes sociais.
No episódio de hoje, vamos conversar sobre o assunto com a promotora do Ministério Público de São Paulo, Sílvia Chakian, autora do livro “Crimes contra Mulheres”, e com a Professora da Escola de Direito do Brasil, coordenadora da International Women's Rights e especialista em compliance, Mônica Sapucaia Machado.
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