O podcast do Estadão traz a colunista Carlos Andreazza em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
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O podcast do Estadão traz a colunista Carlos Andreazza em um papo reto e sem rodeios sobre os principais assuntos do momento.
Comece suas manhãs com uma das principais vozes da análise política brasileira.
No “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 25, Carlos Andreazza fala sobre as relações de Alexandre de Moraes e Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, viajou da Flórida a Brasília, em 19 de janeiro de 2025, em um avião que tinha entre os cotistas o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. O jato é o mesmo usado em outra viagem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a revista piauí, imagens mostram o ministro e sua esposa Viviane Barci de Moraes desembarcando de uma aeronave no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
O avião, do modelo Legacy 650, pertencia à empresa Prime You, que tinha Vorcaro como sócio.
Ainda sobre Vorcaro, Flávio Bolsonaro tentou fazer contato telefônico com o banqueiro durante os quatro dias anteriores à primeira prisão do banqueiro, ocorrida em 17 de novembro do ano passado.
Flávio enviou mensagens perguntando se Vorcaro poderia atender a uma ligação, efetuou ligações que não foram atendidas e, ao final, pediu para que o dono do Banco Master lhe desse “uma luz”.
Procurada pelo Estadão, a assessoria do senador não respondeu.
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No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 22, Carlos Andreazza fala sobre novas mensagens obtidas no celular de Vorcaro pela PF e enviadas ao Supremo, que revelam um contrato de advocacia de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”.
O repasse seria feito em caso de resultados favoráveis em ações de interesse do Banco Master com a liberação de mais de R$ 8 bilhões em precatórios.
“KN”, conforme as trocas de mensagens, seria uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques, do STF.
Ainda sobre o ministro Kassio Nunes Marques, que se declarou impedido para participar do julgamento sobre os indícios de que Alexandre de Moraes mantinha contato com Daniel Vorcaro.
Pouco antes da sessão, foram divulgadas mensagens indicando que o ministro e o filho dele, o advogado Kevin Marques, teriam recebido vantagens do banqueiro.
O impedimento, porém, foi pontual.
A interlocutores, Nunes Marques esclareceu que está impedido apenas para votar em causas relacionadas ao Banco Master com potencial impacto eleitoral.
O ministro explicou ter tomado a decisão por ser o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O mais provável é que Nunes Marques continue votando na Segunda Turma em processos sobre o Master.
No colegiado, ele tem sido um aliado importante para o relator, André Mendonça.
Nos últimos julgamentos, Nunes Marques, Mendonça e Luiz Fux têm formado maioria de votos, com a oposição isolada de Gilmar Mendes. Dias Toffoli, o quinto integrante da turma, se declarou suspeito para votar em todos os processos sobre o banco liquidado.
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No “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 21, Carlos Andreazza fala sobre A crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, aparecem em vídeo desembarcando de uma aeronave da Prime You, empresa ligada a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A gravação é de 22 de agosto do ano passado, na pista do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
No mesmo dia, Moraes foi painelista de um evento empresarial, na capital fluminense. Imagens do evento mostram o ministro acompanhado de Viviane. Ambos usam as mesmas roupas com que descem da aeronave.
O vídeo foi revelado pelo jornal O Globo. As imagens são da Aviation TV, canal especializado do YouTube que faz transmissões ao vivo da movimentação na pista de aeroportos brasileiros.
As cenas do desembarque desmentem nota de abril deste ano, do gabinete de Moraes.
À época, o ministro afirmou que “jamais viajou em nenhum avião” de Daniel Vorcaro.
Neste domingo, o escritório de Viviane, Barci de Moraes, informou, também em nota, “que contrata serviços de táxi aéreo de diferentes empresas, entre elas a Prime Aviation”.
O colunista fala ainda sobre foto encaminhada ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, uma foto em que ele aparece junto com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em uma degustação de charutos em Londres.
O registro foi enviado no dia 19 de junho de 2025. “PG mandou agora”, disse Soares, que intermediava as conversas entre Gonet e o banqueiro, em mensagem logo em seguida.
A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão.
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No “Estadão Analisa” desta sexta-feira, 18, Carlos Andreazza fala sobre como o ministro Flávio Dino, do STF, tornou público o ofício enviado ao decano da Corte, Gilmar Mendes, durante o julgamento de terça-feira, 15, para questionar decisões do presidente do Tribunal, Edson Fachin.
Dino também defendeu que sejam identificados todos os magistrados com indícios de recebimento de dinheiro ou benefícios ligados ao Banco Master, diretamente ou por parentes de até 2º grau, e que os casos conexos sejam analisados conjuntamente.
Dino ainda determinou expressamente nesta quinta-feira, 17, que a Polícia Federal não investigue seu colega de Corte, o também ministro André Mendonça,na ação que investiga contratos da Prefeitura de São Paulo com empresas que administram cemitérios da cidade.
Na decisão, Dino afirma que apenas o presidente do STF pode pedir a investigação dos ministros.
Ainda em Brasília, o presidente do Supremo, Edson Fachin, adiou o julgamento marcado para a próxima quarta-feira, 23, sobre a atuação do ministro André Mendonça na condução do caso Master.
O procedimento foi aberto por determinação de Fachin, a partir de informações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de crime de responsabilidade e abuso de autoridade.
As alegações de Moraes se apoiam em um relatório de inteligência da Polícia Federal, sem valor de prova, que sugere irregularidades na condução do caso pelo relator.
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No “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 17, Carlos Andreazza fala sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que são contrários à abertura de investigação contra Alexandre de Moraes e criaram uma frente para blindá-lo.
Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin integram a ala que tenta evitar apurações sobre a relação do colega com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O arsenal inclui ataques públicos, articulações de bastidores e manobras processuais para evitar a avaliação de indícios desabonadores coletados. Relatório da Polícia Federal mostra mensagens do banqueiro a Moraes.
Nos dias que antecederam a sessão da última terça-feira, 15, o decano da Corte, Gilmar Mendes, enviou mensagens a dois colegas para intimidá-los e alterar resultados de decisões que envolvem o Master.
No dia 8 de setembro, ele cobrou Luiz Fux por ter registrado, na Segunda Turma, voto favorável à liminar de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da direção da PF. “Isto revela qq coisa menos postura institucional. Espero que nao se repita”, disse Mendes.
Em outra frente, em manifestação perante o Conselho Superior do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República Paulo Gonet afirmou que jamais negligenciou as investigações sobre fraudes no Master envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março na Operação Compliance por ordem do ministro André Mendonça, do STF.
Ele disse que ninguém lhe pediu para livrar Vorcaro.
“Se o sr. Vorcaro imaginou, no seu desespero, que alguém poderia obter a minha adesão para algum comportamento indigno, os fatos mostram que estava enganado.”
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No “Estadão Analisa” desta quarta-feira, 16, Carlos Andreazza fala sobre a contenda no Supremo e do ministro Flávio Dino, que foi o grande protagonista da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 15, que tentou decidir se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado pelas suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Dino tentou atropelar a presidência de Edson Fachin ao questionar por diversas vezes as suas decisões, pediu diversos apartes nas falas de outros ministros e terminou por pedir vistas - adiando por até 90 dias a análise do caso, quando percebeu que Cármen Lúcia votaria contra a sua vontade.
Na prática, Dino impede o plenário do STF de passar a limpo a sua crise interna antes das eleições, e ainda coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais próximo do grupo de Alexandre de Moraes.
Isso era tudo que Lula não precisava neste momento de queda nas pesquisas de intenção de voto.
No fim, a sessão terminou sem que fosse tomada nenhuma decisão concreta.
Ainda assim, as discussões e bate-bocas vistos no plenário sinalizam que, se for julgado um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, ele pode sair vitorioso - e, portanto, se livrar de ser alvo de um inquérito por indícios de que mantinha elo com Daniel Vorcaro.
A primeira conclusão trazida da sessão é que hoje a Corte está matematicamente dividida em duas partes iguais.
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No “Estadão Analisa” desta terça-feira, 15, Carlos Andreazza fala sobre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que podem definir nesta terça-feira, 15, se abrem ou não uma investigação contra Alexandre de Moraes por suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A sessão tem previsão de início às 10h, mesmo depois de pressão de integrantes da Corte para adiamento da discussão sobre o caso.
Moraes passou a ser figura central no debate do Master após o Estadão revelar detalhes de um relatório da Polícia Federal com troca de mensagens suspeitas entre ele e o banqueiro, preso na Operação Compliance Zero.
Depois, o ministro André Mendonça, relator do caso, tirou o sigilo da investigação.
Nos últimos dias, com a proximidade do escrutínio, os ministros da Suprema Corte deflagraram uma guerra de despachos com o intuito de barrar a realização da sessão. O presidente do STF, Edson Fachin, contudo, manteve a data já marcada.
Diante da irredutibilidade de Fachin, duas soluções começaram a ser articuladas nos bastidores.
Uma delas é um pedido de vista logo no início da sessão, o que poderia adiar a discussão para mais adiante.
Esse plano pode não ser efetivo, já que Mendonça pretende expor seu voto mesmo se houver alguma medida nesse sentido.
Outra seria construir um caminho do meio em que os diferentes interesses do plenário fossem parcialmente contemplados.
Nesse cenário, a discussão seria abortada logo no início, com a constatação que o relatório da PF com indícios contra Moraes foi feito de forma irregular.
O julgamento traz o potencial de definir o tamanho político e institucional do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
Ele pode sair gigante do plenário, assumindo o controle efetivo sobre a reorganização de uma Suprema Corte que atravessa sua maior crise ética e de credibilidade, ou correr o risco de encolher, a depender do desfecho e de sua capacidade de condução.
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No “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 14, Carlos Andreazza fala sobre a dimensão que tomou a guerra entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma ala da Corte pressiona para que o presidente, Edson Fachin, reveja sua decisão de realizar na terça-feira, 15, a sessão para debater os indícios que apontam para uma relação suspeita mantida entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A parte visível da oposição a Fachin vem de aliados de Moraes — que, nos últimos dias, incluindo no fim de semana, se embrenharam em uma guerra de despachos com o intuito de barrar a realização da sessão.
Para esse grupo, o ideal seria promover no mesmo dia a discussão sobre o pedido de Moraes para investigar André Mendonça.
Fachin resistiu: manteve a sessão de terça-feira agendada e jogou o caso contra Mendonça para o dia 23.
O colunista também analisa a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de requisitar diretamente à Polícia Federal uma cópia dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro foge do procedimento considerado mais convencional e expõe o grau de desconfiança entre os integrantes da Corte.
O ministroGilmar Mendesfez o mesmo pedido à direção-geral da Polícia Federal, sem, contudo, estabelecer um prazo para a entrega.
Na sexta-feira, o decano da Corte já havia solicitado a Fachin que tomasse providências para que todos os magistrados tivessem acesso ao material.
Criminalistas ouvidos pelo Estadão consideram defensável que os ministros tenha acesso ao material, mas questionam a forma como Zanin requisitou, já que os dados estão vinculados a uma investigação sob relatoria de André Mendonça.
Além disso, o presidente da Corte, Edson Fachin, passou a conduzir, em procedimentos próprios, a crise entre ministros.
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