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    69º Podcast Mises Brasil - Alfredo Marcolin Peringer Apr 26, 2013
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    Um dos grandes estudiosos da Escola Austríaca no Brasil, o economista e professor Alfredo Marcolin Peringer considera a célebre frase "O que se vê e o que não se vê" de Frederic Bastiat um axioma. "A primeira impressão que temos do que ocorre tanto no âmbito social quanto no econômico é aquilo que se vê, o que aparece. No que se refere aos preços, o que as pessoas vêem é a alta dos preços da maçã, da banana, do feijão, do arroz, mas não vê o que está por trás, como o crescimento monetário. Então, elas vêem os empresários como os responsáveis pelo aumento, mas o que causa aquilo é o que elas não vêem, como a atuação do Banco Central e o Ministério da Fazenda, por exemplo". A aplicação da perspectiva da Escola Austríaca no insight de Bastiat veio a propósito do tema escolhido pelo Fórum da Liberdade deste ano, evento no qual o professor Peringer, autor dos livros Monetarismo vs Keynesianismo vs Estruturalismo – Inflação, Desemprego e Taxas de Juros (Editora Globo- RJ) e Economia Heterodoxa vs Economia Ortodoxa - Os Planos Econômicos Brasileiros (Editora Ortiz – RS), esteve presente na PUC em Porto Alegre e concedeu esta segunda entrevista ao Podcast do Mises Brasil (a primeira pode ser ouvida ou baixada aqui). Durante a conversa, Peringer explicou o que se vê e o que não se vê na economia brasileira e avaliou o cenário econômico do país diante das decisões de política econômica adotadas pelo governo federal. "Os problemas tendem a se agravar. O setor público é estimulado a gastar; é uma força incomensurável que nada segura".


    68º Podcast Mises Brasil - Yaron Brook Apr 19, 2013
    Show notes

    Yaron Brook, diretor-executivo do Instituto Ayn Rand, é um dos mais destacados defensores da ética randiana e da sua aplicação na cultura, na política e na economia. Convidado para participar do Fórum da Liberdade na semana passada em Porto Alegre, Brook fez uma das três melhores palestras do evento (as outras duas foram proferidas por Gabriel Calzada Álvares e Helio Beltrão) ao defender de forma contundente que para que a liberdade seja um valor é preciso "haver uma compreensão cultural na sociedade de que a sua vida pertence a você e a minha pertence a mim, não a um coletivo, não a um poder, não a um grupo". Aproveitando a sua participação no Fórum, fui entrevistá-lo para o Podcast do Instituto Mises Brasil sobre os argumentos principais do seu livro mais recente Free Market Revolution: How Ayn Rand's Ideas Can End Big Government, escrito em parceria Don Watkins. Nesta entrevista, Brook, PhD em finanças e colunista da Forbes.com, explicou de que forma as ideias de Ayn Rand podem acabar com o estado leviatã e promover uma revolução de livre mercado, baseado nas trocas voluntárias sem coerção do governo. Considerando o papel desempenhado pela cultura na ética randiana, Brook discorreu sobre a importância da posição moral desenvolvida no livro ("a virtude da atividade comercial, do capitalismo e do lucro") e por que o aspecto cultural é tão importante para defender e permitir o florescimento da liberdade de mercado. Mas não se trata de uma tarefa fácil dado todos os obstáculos à revolução de livre mercado. Os problemas que a impedem são tratados na primeira parte de Free Market Revolution e nesta entrevista ele apresenta aquele que seria o principal problema: "são 2 mil anos de uma filosofia religiosa que é o fundamento do estatismo", afirmou Brook, manifestando o ateísmo e a posição antirreligiosa peculiares dos randianos. E a solução para esse "problema", segundo ele, é a educação (por outro lado, os Austríacos católicos poderiam atribuir à educação religiosa a função de resolver o "problema" do ateísmo). Fechando a entrevista, Brook, que nasceu em Israel e chegou a trabalhar no setor de inteligência do exército israelense antes de se mudar para os Estados Unidos em 1987, afirma que estamos vivendo um bom momento para convencer as pessoas acerca da virtude do livre mercado e da ética capitalista.


    67º Podcast Mises Brasil - Gabriel Calzada Álvarez Apr 12, 2013
    Show notes

    Gabriel Calzada Álvarez é um dos mais brilhantes e atuantes intelectuais da nova geração da Escola Austríaca de Economia. Doutor em economia, é o fundador e presidente do Instituto Juan de Mariana, entidade que goza de grande prestígio e influência na Espanha, além de atuar como professor-associado de economia na Universidad Rey Juan Carlos e como professor-visitante na Universidad Francisco Marroquín. Gabriel esteve no Brasil esta semana para proferir uma palestra no dia 9 no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre, no painel "Falta de infraestrutura: a infraestrutura pública é gratuita?". Usando o exemplo dos gastos da Espanha com a energia verde, mostrou o que acontece quando o governo está no comando desse tipo de investimento e como se constrói uma bolha cuja conta será paga pela sociedade. Um dia antes dessa palestra, o presidente do Instituto Juan de Mariana recebeu gentilmente o Podcast do Instituto Mises Brasil para conceder esta entrevista na qual explicou a perspectiva do padre Juan de Mariana sobre como a tributação representa uma intervenção no direito de propriedade e mostrou de que forma essa abordagem pode ser aplicada atualmente na espoliação legal promovida pelos governos. Gabriel também analisou se a posição dos filósofos da Escola de Salamanca sobre liberdade de mercado e direito de propriedade estaria mais próxima ou mais distante da posição oficial da Igreja Católica, e mostrou que há uma conexão e certa influência dessa Escola em pensadores liberais Anglo-Saxões como John Locke e Adam Smith, e não apenas em filósofos europeus continentais. E no que se refere à praxeologia, o professor da Universidad Francisco Marroquín dissertou sobre o elo entre a Escola de Salamanca, o Iluminismo Escocês e a Escola Austríaca. OBS: a entrevista está em inglês


    66º Podcast Mises Brasil - Antony Mueller Apr 05, 2013
    Show notes

    Num artigo publicado recentemente pelo site do IMB o professor Antony Mueller explicou sob a perspectiva da Escola Austríaca por qual razão o Brasil não cresce mais e afirmou que uma análise “uma análise mais profunda do desempenho econômico do Brasil” mostra que “o fraco crescimento econômico atual sinaliza um retorno ao padrão antigo, com longas estagnações”. Nesta segunda entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil (a primeira pode ser ouvida aqui e aqui, Mueller, PhD em economia pela Universidade de Nuremberg, e adjunct scholar do Mises Institute, explica qual é esse padrão e o que governo brasileiro fez para que houvesse esse retorno. Também professor do departamento de economia da Universidade de Sergipe, fundador do The Continental Economics Institute e autor do blog Cash and Currencies, Mueller citou e analisou as políticas macroeconômicas utilizadas pelo governo brasileiro para desenvolver um crescimento artificial e fazer com que o país apresente altas taxas de crescimento econômico, além de mencionar as consequências desse tipo de política econômica. Ao ser perguntado se o governo brasileiro não reconhece por incapacidade ou por interesse político que uma expansão econômica totalmente baseada no consumo, sem investimentos, é uma medida que pode funcionar apenas no curto prazo, o professor Mueller disse polidamente que a equipe econômica parece ter um conhecimento bastante reduzido sobre o assunto. “Para qualquer governo, a mensagem keynesiana é sempre bem-vinda”. Neste Podcast, Mueller, que no próximo dia 9 inicia neste site o curso "Patologias macroeconômicas - Como governos e bancos centrais provocam inflação, desemprego e crises econômicas", enumerou as condições favoráveis que temos no Brasil para alcançar uma grande prosperidade, mas afirmou que estas estão sendo negligenciadas pela ausência de aplicação de fundamentos Austríacos necessários para um progresso econômico sólido de longo prazo.


    65º Podcast Mises Brasil - Douglas Cavalheiro Mar 27, 2013
    Show notes

    Mestrando em filosofia e colunista e relações públicas da revista O Coyote, de Natal (RN), Douglas Cavalheiro venceu um concurso de ensaios em 2009 com o texto De Pombal a Lula, a história da deseducação do Brasil, no qual expôs uma visão extremamente crítica sobre a mentalidade estatista desenvolvida ao longo da história brasileira. Neste Podcast do Instituto Mises Brasil, Douglas explicou, baseado nas pesquisas que fez para o seu texto, como certa elite política e econômica, mesmo depois da mudança da monarquia para a república e, consequentemente, da estrutura hierárquica da sociedade brasileira, ampliou a cultura de ver e utilizar o estado como extensões de suas propriedades e instrumento de manutenção de privilégios. Douglas também analisou neste podcast como se deu a implementação e desenvolvimento de uma mentalidade iluminista francesa no Brasil que se manifestava culturalmente na defesa da legitimação e do aumento da ação estatal, e de que forma os ideais positivistas conseguiram ter uma influência e provocar resultados tão intensos e duradouros na cultura brasileira, dentro da qual o ensino formal foi um de seus grandes instrumentos. E na luta contra essa mentalidade e cultura estatista, foi criada a revista O Coyote, que publica trechos de livros publicados pelo Instituto Mises Brasil e sobre a qual Douglas fala acerca do trabalho e da recepção pelos leitores do Rio Grande do Norte e de outros estados brasileiros.


    64º Podcast Mises Brasil - Filipe Rangel Celeti Mar 22, 2013
    Show notes

    A divulgação dos erros crassos e de escolha de temas extravagantes, como receita de miojo e o hino do Palmeiras, na prova de redação do ENEM provocou as indignações de sempre e expôs mais uma vez o resultado do sistema de educação brasileiro cuja política nacional é definida pelo Ministério da Educação (MEC), que, se fosse avaliado pelo mercado, já teria fechado as portas. Aproveitando o tema que foi destaque nos jornais e nas redes sociais esta semana, o Podcast do Instituto Mises Brasil foi entrevistar pela segunda vez (o primeiro podcast pode ser ouvido aqui) o professor e mestre em Educação, Arte e História da Cultura Filipe Rangel Celeti, que traduziu o livro Educação: Livre e Obrigatória, de Murray Rothbard, um libelo pela liberdade no ensino. Filipe explicou de que forma é possível criticar o atual modelo de ensino formal no Brasil que resultou nesse estado de coisas a partir da perspectiva adotada por Rothbard no referido livro. Ele também analisou a concepção de Rothbard sobre educação individual e instrução formal e, usando um exemplo do livro, falou acerca das técnicas desenvolvidas no Brasil para impedir o crescimento do poder de raciocínio e do pensamento independente entre as crianças a partir do desenvolvimento da educação obrigatória, que, nas palavras de Rothbard, é uma história da usurpação estatal do controle dos pais sobre seus filhos para o próprio bem do estado" e "uma imposição de uniformidade e igualdade para reprimir o crescimento individual". O Podcast também aborda o debate sobre o homeschooling e de que forma o sistema de ensino atual ratifica e legitima a visão contrária de especialistas e do estado brasileiro contra o ensino domiciliar (aqui pode ser ouvido o Podcast com Cleber Nunes). Filipe avalia até que ponto se aplica à reação contra o homeschooling no Brasil a afirmação de Rothbard de que "na base do totalitarismo e da educação obrigatória está a ideia de que as crianças pertencem ao estado mais do que a seus pais".


    63º Podcast Mises Brasil - Domingos Crosseti Branda Mar 15, 2013
    Show notes

    Continuando o trabalho de analisar e explicar a economia brasileira sob a perspectiva da Escola Austríaca, o Podcast do Mises Brasil entrevistou o investidor autônomo Domingos Crosseti Branda, que tratou de temas cruciais como, por exemplo, os efeitos de uma expansão de crédito não respaldada pela poupança. "Tendo em vista o princípio da escassez, esse tipo de expansão é justamente a causa do ciclo econômico. E os efeitos específicos são basicamente dois: a dilapidação de capital e a queda na renda", observou Domingos. Mestre em Economia Austríaca pela Universidad Rey Juan Carlos, Domingos também explicou neste podcast de que forma o processo de desajuste ou descoordenação entre o comportamento dos agentes econômicos tem se manifestado pela expansão artificial do crédito conduzida pelo governo federal, além de ter citado e indicado os cinco mecanismos microeconômicos que seriam capazes de interromper e reverter a descoordenação "macroeconômica". A respeito do PIB, Domingos comentou sobre o estágio atual da economia brasileira não indicado pelo índice nos últimos 5 anos e que pode esconder uma recessão que, na verdade, é muito mais forte do que os números indicam.


    62º Podcast Mises Brasil - Mariana Piaia Abreu Mar 08, 2013
    Show notes

    É admirável o fato de que haja atualmente tantos alunos de graduação do curso de economia espalhados em várias universidades brasileiras, privadas e federais, interessados em estudar a teoria da Escola Austríaca. E mais admirável que alguns deles decidam utilizar esse instrumental teórico para fundamentar suas monografias de conclusão de curso (aqui mesmo neste site há alguns exemplos dessa realidade). Mariana Piaia Abreu faz parte de um grupo ainda pequeno, mas que corajosamente consegue desenvolver estudos econômicos sob a perspectiva da Escola Austríaca em universidades federais, onde impera o viés neoclássico, o keynesianismo ou o marxismo puro e simples. Para concluir o seu curso de economia na Universidade Federal de Santa Maria (RS), Mariana optou por estudar um tema árido na sua monografia. Seu objetivo era analisar, sob a perspectiva da Escola Austríaca, se a metodologia para a análise dos atos de concentração horizontal utilizada no Brasil, tendo como base o núcleo teórico neoclássico, era benéfica ou prejudicial ao mercado. Neste Podcast do Mises Brasil, ela explica qual é exatamente essa metodologia, quais são os atos de concentração e qual a crítica Austríaca que utilizou no trabalho acadêmico. Hoje aluna do mestrado em economia na Universidade Federal de Viçosa (MG), Mariana citou e analisou os principais problemas que identificou nessa estrutura de concentração e de que forma eles atuam para prejudicar o funcionamento do mercado em vez da cumprir a promessa de beneficiá-lo e de permitir a concorrência. Ela também questionou neste podcast o senso comum equivocado a respeito da existência e funcionamento perverso de um suposto monopólio privado, opinou sobre as consequências negativas dos monopólios concedidos pelo estado e de que forma o próprio governo usa essa situação a seu favor para legitimar politicamente os atos de concentração e de correção criados a partir de sua própria atuação.


    61º Podcast Mises Brasil - Rafael Hotz Mar 01, 2013
    Show notes

    Num comentário recente em seu perfil no Facebook, o economista e analista financeiro Rafael Hotz abordou o problema da alavancagem nos bancos federais. Segundo ele, "a alavancagem da Caixa Econômica atingiu a assustadora casa de 28x, contra 17,4x no Banco do Brasil e 12,5x no Bradesco" e que "se se somasse a dívida subordinada ao patrimônio as alavancagens cairiam para, respectivamente, 10,8x na Caixa Econômica, 9,4x no Banco do Brasil e 8,3x no Bradesco". Neste Podcast do Instituto Mises Brasil, Rafael explicou o conceito de alavancagem e fez uma análise Austríaca sobre as suas consequências de acordo com os números disponíveis. "O governo está tendo que injetar cada vez mais recursos nos bancos públicos para conseguir manter o ritmo de concessão de crédito na volumosa taxa. A carteira de crédito do Banco do Brasil cresceu 24% em 2012, a carteira da CEF 42,8% enquanto que a do Bradesco cresceu apenas 7,6%. Então, quanto mais alavancagem você tem necessariamente mais risco. E o governo, que usa os nossos recursos, está fazendo o pagador de impostos incorrer em cada vez mais riscos para distorcer as taxas de juros, os spreads bancários, para implementar a política econômica que o senhor Guido Mantega acha adequada", explicou Rafael, que foi um dos vencedores do VII Prêmio Donald Stewart Jr. (2010) e traduziu o livro Contra a Propriedade Intelectual, de Stephan Kinsella, publicado em 2010 pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil.


    60º Podcast Mises Brasil - Ubiratan Jorge Iorio Feb 22, 2013
    Show notes

    Que a equipe econômica do governo brasileiro é péssima, não há dúvidas. Mas quais as críticas mais adequadas sob a perspectiva da Escola Austríaca? Foi em busca dessa resposta que o Podcast do Instituto Mises Brasil entrevistou o professor Ubiratan Jorge Iorio, um dos mais profundos conhecedores no país da teoria Austríaca e que abordou o tema no artigo "Eles são rupestres". Segundo Ubiratan, "essa equipe destruiu vários fundamentos Autríacos. Eu poderia citar vários deles, mas vou mencionar apenas um, o desrespeito à economia de mercado, que é um dos pontos essenciais da Escola Austríaca de Economia. Os preços devem ser sempre determinados pelo mercado, ou seja, pela oferta e pela demanda, e nunca pelos burocratas e tecnocratas do governo. E claramente as pessoas que compõem essa equipe econômica não acreditam nos mercados e acham que o papel do estado é o de induzir, como eles gostam de dizer, ou promover ou crescimento. Na verdade, ao fazer isso, eles promovem um crescimento como os rabos dos cavalos que crescem sempre para baixo". O professor também explicou o que está por trás da decisão do governo de reduzir o imposto de certo grupo de bens e aumentar o de outros e que escapa aos olhos da sociedade brasileira e dos economistas não-Austríacos, e quais são os tipos de incentivos criados para a iniciativa privada quando temos um ambiente político no qual o padrão são mudanças frequentes nas regras do jogo, manipulações nos índices que medem a inflação, expansão do crédito e outras medidas de estímulos com a crença de que a demanda têm poderes mágicos para eliminar o desemprego e fazer a economia crescer.


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