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    Mises Brasil

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    Latest Episodes:
    49º Podcast Mises Brasil - Itamar Flávio Silveira Dec 07, 2012
    Show notes

    O professor Itamar Flávio Silveira dedicou uma parte de sua juventude aos ideias de esquerda. Quando era estudante universitário no curso de história, participou de grupos de estudos marxista, foi presidente de centro acadêmico e chegou a fazer parte da direção do Partido Comunista Brasileiro (PCB) em Maringá (PR). Hoje, com o fim do compromisso e após 21 anos como professor do departamento de história da Universidade Estadual de Maringá, onde usa os conhecimentos de Escola Austríaca nas suas aulas de história econômica, sugere sucintamente como lidar com a dominação ideológica nas universidades: "O grande inimigo do socialismo é o estudo". Neste Podcast do Instituto Mises Brasil, o professor Itamar explica como utiliza as obras de Ludwig von Mises e de F. A. Hayek para ensinar história com uma perspectiva Austríaca, ou seja, fundamentada na ação humana e não no historicismo marxista. "Numa perspectiva marxista, a conjuntura, o meio, produz o homem. Numa perspectiva Austríaca, o indivíduo é importante. O método marxista, na verdade, é muito bobinho". Também mestre em Educação, autor do livro "A Construção do Atraso" e coautor da obra "História Econômica Moderna e Contemporânea", Itamar lista os autores que utiliza nas suas aulas e define com uma frase por quê se deixou seduzir pela esquerda, frase esta que também sintetiza a sua experiência como aluno de gradução: "Fui um aprendiz da ignorância". Atualmente, devido ao desenvolvimento e a difusão das ideias da liberdade potencializada pela internet e à grande quantidade de pessoas, especialmente jovens, interessados na Escola Austríaca, o professor Itamar, embora não seja propriamente um otimista, acha que estamos vivendo um bom momento para a divulgação e defesa das ideias liberais.


    48º Podcast Mises Brasil Nov 29, 2012
    Show notes

    O culto à carga foi um fenômeno bastante peculiar registrado entre os habitantes de ilhas do Oceano Pacífico. Quando os nativos travaram contato com estrangeiros (e suas tecnologias) que lá se instalaram temporariamente e receberam cargas com suprimentos, seja de navio ou lançados ao solo por aviões, criaram uma espécie de ritual religioso de imitação na forma de andar e de se vestir na esperança de que essa reprodução espelhada de comportamento fizesse com que os deuses enviassem do céu as mesmas cargas que fizeram diferença na vida deles, desde grandes equipamentos aos mais simples objetos pessoais. Numa palestra proferida em outubro, Diogo Costa, professor de Ciência Politica do Ibmec de Minas Gerais e coordenador do OrdemLivre, usou o exemplo para estabelecer uma interessante analogia com a mentalidade desenvolvimentista tão cara aos políticos e governos no Brasil e a cópia sistemática de políticas de outros países sem atentar para o ambiente e os meios que as tornaram possíveis. Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Diogo observa que o Brasil é um país com vários exemplos do que se pode chamar de culto à carga. "Somos um país amarrado a uma obsessão por modelos internacionais pelo desenvolvimento dos países do Norte (Estados Unidos e Europa) e, às vezes, a gente não sabe o que produziu aquele desenvolvimento e simplesmente copia aspectos aleatórios àquela causalidade. Outro exemplo disso que se pode notar de forma bastante clara são as políticas de ação afirmativa implementadas aqui. (?) Então, se cria uma cota para resolver o problema de alguma forma e a gente acha que com isso estamos sendo progressistas em inclusão quando, na verdade, podemos estar criando mecanismos de exclusão e importando problemas raciais que o Brasil não teve". Mestre em Teoria Política pela Universidade Columbia (Estados Unidos), Diogo também abordou neste podcast questões relacionadas ao desejo de parte dos libertários de que a política seja reduzida ao máximo, à sua defesa por um liberalismo eclético, à perspectiva libertária sobre os princípios de justiça, à mentalidade dos operadores do direito e a forma como a legislação é vista por eles e pela sociedade. E se a história do libertarianismo brasileiro for registrada futuramente em livro, Diogo será um dos seus personagens principais por ter criado o OrdemLivre.org, uma das organizações pioneiras no Brasil na difusão, promoção e defesa das ideias libertárias. Diogo explica por quê e qual foi a sua motivação para criar o OL no Brasil quando ainda morava nos Estados Unidos.


    47º Podcast Mises Brasil - Guga Chacra Nov 22, 2012
    Show notes

    Muitos libertários brasileiros ficaram surpresos quando começou a ser compartilhado pelas redes sociais o texto de um jornalista do Estadão sobre o senador libertário americano Ron Paul, do Partido Republicano. Sob o título A mensagem libertária de Ron Paul, ídolo dos jovens americanos, pode mudar o mundo, o artigo, de autoria do jornalista Guga Chacra e publicado em seu blog em janeiro deste ano, impressionava porque apresentava corretamente e de forma simpática algumas ideias defendidas pelo pré-candidato à presidência dos Estados Unidos. Já em outubro, Guga publicou um texto sobre Gary Johnson, candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Libertário. No artigo, o jornalista mostrava que Johnson era uma alternativa política real que se apresentava como novidade aos eleitores americanos, acostumados às divergências e convergências entre democratas e republicanos. Neste podcast do Instituto Mises Brasil, Guga, que é correspondente do jornal "O Estado de S. Paulo" e do portal estadão.com.br em Nova York, comentarista do programa Globo News Em Pauta e mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia, fez uma análise da importância das ideias e da atuação de Ron Paul na política americana, questionou o tratamento dado a ele pela imprensa americana, especialmente no que tange ao papel dos Estados Unidos na sociedade e nos conflitos internacionais, e do valor da candidatura de Johnson para difusão das ideias libertárias. "Eu acho que o Partido Republicano, que agora está teoricamente em crise, deveria olhar para a ala libertária do partido. O Ron Paul teve 15% dos votos (nas prévias do partido). Tenho certeza de que se o Ron Paul fosse candidato teria muito mais votos entre os jovens do que o Romney e talvez superasse o Obama -- e teria uma boa chance de ganhar do Obama. Se o Partido Republicano quiser olhar para o futuro, precisar olhar para os libertários do partido. O próprio Ron Paul deveria ser olhado com mais seriedade pelo Partido Republicano", afirmou. Guga também explicou de que forma a mensagem libertária de Ron Paul pode mudar o mundo, comentou as intervenções do estado na economia ("o governo não tem que salvar empresa"), onde se desenvolveu uma cultura de demonização da iniciativa privada e do mercado ("em alguns meios no Brasil, falar em iniciativa privada é o mesmo que falar palavrão"), e também a respeito da ignorância da imprensa brasileira ao tratar os libertários como ultra-conservadores ou como representantes da extrema direita.


    46º Podcast Mises Brasil - Guilherme Benezra Nov 15, 2012
    Show notes

    Guilherme Benezra tem 19 anos e estuda Administração na faculdade ESPM-Sul, em Porto Alegre. Quem o ouve falar de maneira articulada sobre anarcocapitalismo e Escola Austríaca certamente duvidará que ele descobriu ambas as teorias há tão pouco tempo. Foi no estande do Instituto Mises Brasil durante o Fórum da Liberdade deste ano que ele comprou para ler pela primeira um livro do Mises (Liberalismo -- Segundo a Tradição Clássica). "A partir daí comecei a ler outros livros, mas decidi de uma vez por todas que precisava entender a economia depois que uma professora da faculdade, que defendia a liberdade e ao mesmo tempo intervenção do governo, ao ser questionada por mim sobre o fato de que cartéis, oligopólios não se formam num livre mercado, me respondeu que isso era ilusão. Essa resposta me pareceu tão rasa que eu não poderia aceitá-la. Comecei a ler mais e mais livros e artigos. Os argumento de Mises e da Escola Austríaca eram muitos mais tangíveis, explicavam muito melhor a realidade". Mas o que torna especial e extraordinária a história da descoberta e do estudo dos ensinamentos da Escola Austríaca pelo Guilherme, e é o tema principal desta entrevista para o Podcast do Instituto Mises Brasil, foi o fato de que, logo depois, o seu professor de Pesquisa de Marketing, ao ser questionado sobre as citações recorrentes a Auguste Comte numa aula de metodologia, decidiu abrir espaço no final de todas as aulas para que ele pudesse falar sobre Escola Austríaca para os colegas. Não conheço outra história em que um aluno tenha se tornado de forma tão rápida em divulgador "oficial" do pensamento austríaco em sua própria classe na faculdade. Neste Podcast, Guilherme conta essa história em detalhes e explica por qual razão afirma que "a Escola Austríaca é a única escola econômica que tem argumentos racionais para defender a liberdade, é a única que se baseia puramente em argumentos lógicos, axiomas, razão dedutiva a priori e consegue defendê-los corretamente".


    45º Podcast Mises Brasil - Ricardo Campelo de Magalhães Nov 09, 2012
    Show notes

    Logo no início desta entrevista ao Podcast do Mises Brasil, o consultor financeiro e mestre em Economia e Gestão Internacional Ricardo Campelo de Magalhães é provocado com uma questão de extrema importância para o debate sobre a possibilidade de aplicação política do liberalismo: governo liberal é oximoro? "Sou tentado a concordar que, regra geral, um governo liberal é oxímoro. Olhando para a história europeia e para os vários governos europeus, o que eu vejo é que boas medidas do ponto de vista liberal só são tomadas na mais extrema necessidade. Quando já não for possível manter o sistema atual então vai se dar uma mexida, e será uma coisa rápida, num sentido mais liberal. E, depois, vai tender para mais socialismo, mais socialismo e de forma lenta, até chegar um ponto em que cai outra vez. A tendência é sempre para o socialismo". Economista da Escola Austríaca, Ricardo, que nasceu em Portugal e morou em São Paulo em 2008, onde trabalhou como consultor na área financeira, fez uma análise sobre a grave situação econômica e política portuguesa, que, em certa medida, realça problemas de intervenção do estado na economia e os erros de política-econômica que também enfrentamos no Brasil. "A situação de Portugal é muito preocupante porque estamos nesse ciclo keynesiano durante muito tempo. Começamos a democracia em 1974 com muitas reservas de ouro e um baixo nível de endividamento do estado. E hoje já estamos com um nível de endividamento igual ao que Portugal tinha quando entrou em bancarrota no final do século XIX". Mas se a situação de Portugal é calamitosa mesmo o país estando inserido no euro, o problema poderia ser ainda mais grave se ainda existisse a moeda nacional à disposição do governo. Ricardo se alinha ao argumento do professor Jesús Huerta de Soto, que atribui à moeda única a possibilidade de exercer uma função parecida com o padrão-ouro defendido pelos austríacos ao coibir e limitar as decisões arbitrárias de políticos e burocratas e disciplinar o comportamento de todos os agentes que participam do processo democrático. "No caso de Portugal, eu prefiro claramente a moeda única ao escudo porque eu confio mais no governo e nos economistas alemães para definir a política monetária do que confio nas elites de Lisboa (elites políticas portuguesas). Eu já sei que se fossem estas a definirem a política monetária estaríamos perante desvalorizações competitivas constantemente, como acontecia antes de entrarmos no euro. A entrada no euro disciplina porque não conseguimos mais emitir moeda, ter todos aqueles défices e financiá-los com emissão de moeda. Então, o que o euro faz é criar um mini-padrão ouro e, embora não limite tanto o estado, porque apesar de tudo há algum crescimento da massa monetária, mas já é um travão", afirmou. Outro ponto interessante da entrevista foi a explicação sobre a sua tese de mestrado. Ricardo, que também é blogueiro do site liberal português O Insurgente, tentou responder no seu trabalho acadêmico uma interessante e sedutora questão: "Como lucrar por ser Liberal?" Neste podcast ele explica, com argumentos econômicos da Escola Austríaca, de que forma fazê-lo. "Se eu acredito que essa minha concepção liberal é a mais correta e que a escola de economia que eu sigo é superior eu queria arranjar uma estratégia de investimento para ganhar dinheiro com isso".


    44º Podcast Mises Brasil - Flavio Morgenstern Nov 02, 2012
    Show notes

    Redator, tradutor e colunista dos sites Implicante e Ordem Livre, Flavio Morgenstern tem se destacado na internet pela forma como defende as ideias da liberdade. Confessadamente influenciado pelo jornalista, escritor, crítico e filólogo H. L. Mencken, Flavio mistura uma perspectiva cáustica com um humor ácido para tratar de assuntos diversos com uma visão liberal. Também estudante de Letras-Alemão na Universidade de São Paulo (USP), Flavio tem defendido em alguns textos justamente a difusão e defesa das ideias da liberdade no plano cultural. "Os poucos liberais que existem no Brasil tendem a tratar de economia, e eu acho isso péssimo, um tiro no pé, quase um suicídio. Não há vantagem em tentar explicar algo que pode parecer complicado para quem não conhece (e não é complicado) e falar só em economês puro, em reservas fracionárias, em Banco Central, de coisas que geralmente nem quem estuda economia entende direito. Acho que devemos, sim, explicar a questão econômica, mas o cerne da questão para mim agora é a forma como vamos explicar isso. Podemos falar de economia em economês puro, e isso para mim está demonstrado que não funciona, ou podemos falar de uma maneira que seja cativante. Tem que se mostrar as vantagens dessas ideias não só na economia, mas em tudo". Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Flavio explica qual é, na sua avaliação, a forma mais eficiente de difundir as ideias liberais e o poder do humor para cativar e convencer as pessoas. Ele também expõe sua posição sobre a validade ou não de continuar a defender termos como capitalismo, que ostenta publicamente uma conotação negativa, analisa por que as ideias coletivistas e intervencionistas ganharam tamanha projeção e importância, apesar de suas falhas estruturais e seus erros na política-econômica, e diz por qual razão considera Escola Austríacauma "poderosa ferramenta para compreensão da própria ação humana, e não só de fatos econômicos recortados da realidade, como comumente são as teorias econômicas".


    43º Podcast Mises Brasil - Pedro Sette-Câmara Oct 25, 2012
    Show notes

    Além de ter sido um dos criadores d?O Indivíduo, Pedro continuou atuando na defesa e promoção das ideias da liberdade tendo sido um dos fundadores do Instituto Millenium, onde também trabalhou, e atuou como gerente do OrdemLivre.org. Tradutor com trabalhos realizado para editoras como É Realizações, que publicou O Fim do FED, de Ron Paul, e Companhia das Letras, Pedro está atualmente traduzindo para o IMB o livro America's Great Depression, de Murray N. Rothbard.


    42º Podcast Mises Brasil - José Manuel Moreira Oct 19, 2012
    Show notes

    Doutor em Economia e Filosofia, Moreira é professor catedrático de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Aveiro, em Portugal, além de atuar como diretor dos Mestrados de Administração e Gestão Pública, de Governação, Competitividade e Políticas Públicas e do Master in Public Administration. É também autor de três livros altamente recomendáveis para todos os interessados no pensamento Austríaco e nas ideias da liberdade: Hayek e a História da Escola Austríaca de Economia, The Salamanca School, escrito em parceria com o professor André Azevedo Alves, já entrevistado neste podcast e Liberalismos: entre o Conservadorismo e o Socialismo.


    41º Podcast Mises Brasil - Ricardo Gomes Oct 12, 2012
    Show notes

    Advogado especialista em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho, Ricardo, além de também ter sido presidente do IEE (gestão 2011-2012), participou de vários eventos liberais na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa, e foi palestrante do Liberty Forum, da Atlas Foundation, realizado em Nova Iorque em 2011. Com base na sua experiência no IEE, ele explicou como funciona o extraordinário trabalho de formação dos associados, citou os livros de autores liberais utilizados e opinou sobre a influência do instituto no debate público em Porto Alegre, cidade que tem uma forte base eleitoral do PT e que sediou durante anos o Fórum Social Mundial.


    40º Podcast Mises Brasil - Fábio Ostermann Oct 04, 2012
    Show notes

    Presidente do Conselho Consultivo da Estudantes Pela Liberdade e Gerente de Relações Institucionais do OrdemLivre, Fábio Ostermann, embora jovem, já tem uma grande experiência de trabalho em organizações liberais brasileiras e estrangeiras. Bacharel em Direito, graduado em Liderança para a Competitividade Global (Georgetown University) e Mestrando em Ciência Política (PUCRS), Fábio foi um dos vencedores do VIII Prêmio Donald Stewart Jr., concedido pelo Instituto Liberal, trabalhou como estagiário da Atlas Economic Research Foundation e atualmente também é Diretor Executivo do Instituto Liberdade e Diretor de Formação do IEE (Instituto de Estudos Empresariais). Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Fábio comenta as suas atividades em defesa da liberdade e sobre a I Conferência Nacional do Estudantes pela Liberdade realizada no início de setembro em Belo Horizonte (MG), quando foram debatidos, sob uma perspectiva liberal, temas como comunicação, educação, ensino, mídia, cultura e defesa da liberdade, Escola Austríaca e corporativismo. Tendo se deixado seduzir durante um período da juventude pelas ideias de esquerda, Fábio confessa que a atuação de alguns professores na escola a transformava no ambiente propício para conversões políticas como a sua. "Nas aulas de história do meu colégio (no ensino médio) a gente praticamente não ouviu nada sobre a revolução americana, mas eu lembro que a gente teve quase um semestre inteiro sobre a revolução russa. Esse tipo de coisa na época me parecia normal, ignorar a revolução americana e dar grande atenção à revolução russa, apesar do fracasso da União Soviética". Em relação ao trabalho desenvolvido por ele no OrdemLivre, Fábio fala sobre o Liberdade na Estrada deste ano, que vai percorrer as principais cidades e universidades brasileiras para debater o Brasil com os instrumentos teóricos do libertarianismo, com a participação de Helio Beltrão nas palestras de Maceió e Recife , e de Fernando Ulrich em São Paulo e Natal, que são, respectivamente, presidente e conselheiro do Instituto Mises Brasil.


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