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    O Assunto

    Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.

    O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist ‘This Is O Assunto’. Ouça agora no Spotify:

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    Latest Episodes:
    O novo PAC e o alerta da volta ao passado Aug 09, 2023
    Show notes

    O desafio é antigo, e o remédio também - ao menos para os governos petistas. Em seu segundo mandato presidencial, Lula iniciou o Programa de Aceleração do Crescimento com o objetivo de investir no débil sistema de infraestrutura brasileiro. Agora, sob a gestão Lula 3, o governo federal promete um novo PAC, agora diante de contas públicas muito mais deterioradas e sob a crítica de tentar passar R$ 5 bilhões por fora da nova regra fiscal. Para fazer a análise da reedição do PAC, alertar os erros das primeiras versões e apontar possíveis caminhos mais eficazes, Natuza Nery ouve o economista Samuel Pessôa, professor pesquisador da Julius Baer Family Office e do Instituto Brasileiro de Economia, da FGV-RJ. Neste episódio: - Samuel reconhece que o “Estado brasileiro precisa investir”, mas defende que investimento público é gasto primário e precisa estar dentro da meta fiscal. “Tendo a regra fiscal, para aumentar o gasto de um item, precisa reduzir de outro item. E se o governo decidir gastar mais, precisa de mais receita para que as contas fechem”, avalia. “Enganar a regra não é uma boa”, resume; - Ele diz que o anúncio do programa faz recordar as “coisas ruins de 10 anos atrás” que pautaram a política econômica do governo federal que levou “à maior crise de nossa história”: “A gente volta pra um mundo que não era legal. Será que a gente não consegue aprender?”; - Samuel explica as diferenças de visão sobre o impacto dos gastos públicos entre economistas ortodoxos (como ele) e heterodoxos (caso da maioria dos integrantes da equipe econômica do governo): “Nós achamos que a economia brasileira está sempre, mais ou menos, a pleno emprego. Os heterodoxos têm a hipótese que a economia brasileira está ociosa”, resume; - O economista aponta as diferenças entre a gestão do Ministério da Fazenda de Guido Mantega (2006 a 2015) e Fernando Haddad (desde janeiro de 2023). “Será que agora eles conseguem fazer melhor”, questiona.


    Um racha no Brasil: conflitos regionais e discurso de ódio Aug 08, 2023
    Show notes

    Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sugeriu uma aliança entre estados do Sul e do Sudeste para buscar “protagonismo econômico e político” em relação ao resto do país, em especial Norte e Nordeste. A fala foi mal-recebida, e gerou respostas de atores dos mais diversos espectros políticos - mas ganhou apoio de setores radicais da sociedade nas redes sociais. Para analisar as causas do discurso divisionista e as consequências políticas da fala do mineiro, Natuza Nery conversa com Victoria Abel, repórter do jornal O Globo, em Brasília, e Fernando Luiz Abrucio, cientista político professor da FGV-SP. Neste episódio: - Victoria recorda a formação dos consórcios de estados de Sul-Sudeste e do Nordeste durante o governo Bolsonaro, e como eles voltaram a ganhar protagonismo durante as discussões sobre a destinação do dinheiro dos impostos na reforma tributária. “Eles nasceram para fazer reinvindicações ao governo federal. Agora, o Romeu Zema quer trazer isso para as eleições”, afirma; - Ela comenta as potenciais reações no Congresso à fala de Zema e como a “inversão de forças” entre as duas casas pode interferir no texto final da reforma tributária. “Já existia um ambiente ruim às vontades dos governadores de Sul e Sudeste. Agora, a fala causa ambiente ainda pior”; - Abrucio crava que o governador mineiro “sepultou a candidatura presidencial dele”, além de aumentar “artificialmente” a polarização brasileira. “A fala do governador Zema, se lida do ponto de vista jurídico, é um crime contra a nação”, afirma; - O cientista político aponta, na lógica apresentada por Zema, visões “preconceituosas, extemporâneas e desinformadas” em relação à divisão de poder político e econômico de estados e regiões. E avalia que a intenção do governador foi tentar ocupar a raia eleitoral do bolsonarismo. “Foi proposital falar algo forte para atrair holofotes, mas o Zema não vai se tornar a figura política do Bolsonaro. É como um contrabando de mercadoria falsa”, resume.


    Educação digital: até onde a tecnologia ajuda? Aug 07, 2023
    Show notes

    A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo anunciou que adotaria, a partir do ano letivo de 2024, materiais 100% digitais para os alunos dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do ensino médio. O governo paulista, depois, recuou e prometeu oferecer livros em formato digital e também em papel. Outros países já tentaram experiências parecidas, mas com resultados ruins ou inconclusivos. Para pensar sobre os desafios e as possibilidades de uma educação que integre mais suportes tecnológicos, Natuza Nery conversa com Anna Helena Altenfelder, doutora em psicologia da educação e presidente do conselho do Cenpec, e Fabio Campos, pesquisador em educação e tecnologia da Universidade de Nova York. Neste episódio: - Anna comenta que o mais recente relatório da Unesco apresenta “poucas evidências científicas” sobre os benefícios da tecnologia no ensino: “O meio digital favorece a dispersão. E os comportamentos gerados na interação com textos em suportes digitais podem prejudicar habilidades de atenção, compreensão e reflexão”; - Ela relata que outros países que testaram novas tecnologias na educação agora estão investindo no uso híbrido de materiais digitais com analógicos. E destaca o caso da Suécia: depois de fazer transição integral ao digital, teve resultados piores em exames internacionais de leitura, escrita e matemática. “Estudos apontam que alunos perderam as habilidades pelo uso exclusivo de suportes digitais”, afirma; - Fabio critica o fato de o Brasil “não ter uma estratégia de tecnologia na educação” mesmo depois de passar por uma pandemia. "É preciso se perguntar que tipo de tecnologia educacional estamos falando. E depois disso, temos que democratizar”, afirma; - Ele defende que a simples substituição do analógico pelo digital “costuma sempre dar errado” - ao contrário de experiências nas quais o “digital complemente o analógico, e vá além”. E que o caso de São Paulo pode ser um exemplo de “falta de escuta” do governo sobre o que pensam os professores.


    Cerrado - como salvar o bioma do desmatamento Aug 04, 2023
    Show notes

    Nos últimos 12 meses, mais de 6,3 mil quilômetros quadrados de Cerrado foram derrubados, de acordo com dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter). Trata-se do pior resultado da série histórica. E, apenas nos primeiros 7 meses deste ano, foram mais 5 mil km² desmatados do segundo maior bioma brasileiro – onde nascem 8 das 12 principais bacias hidrográficas do país. Para alertar sobre os perigos que rondam o bioma, Natuza Nery entrevista Isabel Figueiredo, mestre em ecologia e coordenadora do programa Cerrado e Caatinga no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). Neste episódio: - Isabel comenta o processo de acelerado desmatamento que aflige o Cerrado, e aponta a lei de preservação nativa como um “entrave” para sua proteção: “Ele é colocado como um bioma de sacrifício para poder salvar a Amazônia”; - Ela descreve o bioma como uma "biblioteca que está sendo queimada sem que os livros tenham sido lidos ainda” devido a sua ampla biodiversidade: é a savana mais biodiversa do mundo e habitat de 5% de todas as espécies do planeta. “E tem o papel importante de ser o berço das águas para o Brasil”, reforça; - A ecóloga compara a redução do desmatamento na Amazônia com o aumento de registros no Cerrado, onde o “governo tem menos espaço de atuação”. Isso porque no Cerrado a maior parte da destruição da mata nativa se dá em áreas privadas, onde os donos de terra falsificam autorizações para desmatar; - Ela descreve como grileiros usam métodos violentos, com atuação até de milícias, para “acuar, cercear e expulsar” famílias tradicionais de suas terras. Essas comunidades sofrem também, relata, com contaminação de águas e solo por agrotóxicos usados nas grandes propriedades.


    Donald Trump e a ameaça à democracia americana Aug 03, 2023
    Show notes

    Pela terceira vez, o ex-presidente é acusado formalmente pela Justiça dos Estados Unidos. Agora, o republicano virou réu pela sua participação na invasão do Capitólio do dia 6 de janeiro de 2021 e pela tentativa de impedir a formalização da vitória eleitoral de Joe Biden. Na via eleitoral, Trump dispara como favorito a representar o partido Republicano na eleição presidencial do ano que vem. Para explicar como Trump está enquadrado pela Justiça ao mesmo tempo que tem chances reais de voltar à Casa Branca, Natuza Nery conversa com Carolina Cimenti, correspondente da TV Globo em Nova York, e com Fernanda Magnotta, coordenadora de relações internacionais da FAAP, comentarista da rádio CBN e autora do livro “As ideias importam: o excepcionalismo norte-americano no alvorecer da superpotência”. Neste episódio: - Carolina informa quais são as 4 acusações às quais Trump está submetido neste processo: três delas de conspiração e uma de obstrução de procedimento oficial – caso seja condenado em todas elas, sua pena pode chegar a 50 anos de prisão. “Ele pode ser eleito e ser presidente até em prisão domiciliar na Casa Branca. E, caso eleito, ele pode perdoar seus próprios crimes”, explica; - A jornalista também avalia a “confusão institucional” que irá se instalar nos EUA em 2024, quando serão realizados os julgamentos de Trump, em paralelo aos eventos do calendário eleitoral americano: “O que só intensifica o imbróglio judicial do ex-presidente"; - Fernanda fala sobre o recente debate que vem sendo travado nos EUA a respeito de modificações na Constituição do país - à luz das crises institucionais provocadas pelo ex-presidente. “Ao ser eleito, ele passou a atacar toda a estrutura do sistema e isso enfraqueceu a democracia dos Estados Unidos”, afirma; - Ela aponta como os “fenômenos do trumpismo” emergiram e se mantêm vivos dentro da sociedade americana: deterioração das condições de vida, aumento da desigualdade e discurso populista. “Ele volta pra essa narrativa original e tenta fazer parecer que é vítima de perseguição política”, conclui.


    Combate ao crime organizado após mortes no Guarujá Aug 02, 2023
    Show notes

    Desde sexta-feira, a Polícia Militar de São Paulo está em operação na Baixada Santista, motivada pelo assassinato do oficial Patrick Bastos Reis, da Rota. Desde que os agentes começaram a avançar pelas comunidades, moradores relatam o cometimento de ilegalidades. O governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a cúpula da segurança pública paulista justificam que é necessário o enfrentamento ostensivo ao crime organizado. Até agora, são pelo menos 14 mortos. Para explicar todos os aspectos do conflito no Guarujá e analisar as políticas públicas de segurança em todo o país, Natuza Nery conversa com Rafael Alcadipani, professor da FGV-SP e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Neste episódio: - Rafael destaca a importância estratégica da Baixada Santista para as facções criminosas e para o tráfico internacional de drogas: tem o maior porto da América Latina e áreas de ocupação em morros (onde criminosos escondem armas e drogas). “O Estado não tem conseguido realizar o enfrentamento adequado ao crime nessas regiões”, afirma; - Ele descreve a reação da corporação após o assassinato de um oficial, sobretudo quando a vítima é da Rota: “É uma unidade de muito prestígio e um ataque faz parecer que as coisas estão fora de controle”; - Rafael avalia a violência das ações policiais em São Paulo e na Bahia e destaca a importância de políticas de segurança pública “que levem em conta os direitos humanos e o enfrentamento ao crime organizado”. “O crime organizado está fora de controle e sua prevalência é a maior ameaça à democracia brasileira”, afirma; - O professor comenta o aumento da letalidade da polícia paulista e explica como o excesso de força “corrói a confiança na instituição policial”. Ele também prevê que, com o afrouxamento do controle policial, algum agente cometerá “um absurdo e a opinião pública ficará toda contra a instituição”.


    CGU: ministro avalia os 10 anos da Lei Anticorrupção Aug 01, 2023
    Show notes

    Uma década depois da aprovação da Lei nº 12.846/2013, a Controladoria-Geral da República convocou a sociedade civil para fazer um balanço de seus resultados – e oferecer acordos de cooperação com diferentes entidades de Estado, como ministérios e o BNDES. Com exclusividade, Natuza Nery entrevista o ministro Vinícius Marques de Carvalho sobre os próximos passos da GCU em relação à Lei Anticorrupção e às colaborações com órgãos do governo. Neste episódio: - O ministro avalia o que deu certo e o que vem dando errado com a lei nesta última década. Na lista dos avanços que ainda precisam ser feitos, ele cita a “coordenação entre as instituições responsáveis pela aplicação da lei” - além da própria CGU, o Ministério Público e as corregedorias de estados e municípios; - Ele antecipa como será o acordo de cooperação entre a CGU e o BNDES, cuja assinatura está prevista para esta terça-feira (1º). Segundo o ministro, haverá ações de controle focadas nas grandes empresas, e também a reestruturação de uma parceria com o Sebrae para “difundir a agência de integridade” pelas pequenas e médias empresas; - Vinícius explica como a CGU opera para fazer o pente fino em políticas públicas, e dá o exemplo da operação realizada em conjunto com a Polícia Federal em Alagoas, que identificou irregularidades na compra de kits de robótica para as escolas; - O ministro comenta qual seria o papel da CGU na proposta de texto da PL das Fake News que está sendo discutida dentro do governo. “O que eu posso garantir é que de modo algum a GCU seria uma controladora da internet no sentido de moderar o conteúdo”, afirma.


    O caminho do gado ilegal que sai da Amazônia Jul 31, 2023
    Show notes

    Durante 53 dias, agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estiveram dentro da Reserva Biológica Nascentes da Serra do Cachimbo numa operação para interromper a cadeia de ilegalidades: desmatamento, grilagem de terra, tráfico de madeira e pecuária ilegal. O repórter Victor Ferreira, da TV Globo e da GloboNews, acompanhou parte do trabalho e conta para Natuza Nery de que modo os criminosos operam para tornar legal a carne para exportá-la. Neste episódio: - Victor relata os dias em que ficou acampado junto à equipe do ICMBio que atuava na operação para a retirada de milhares de bois da reserva biológica – estima-se que sejam mais de 100 mil ao todo. “Na ação que eu acompanhei, foram 2.300 cabeças de gado. E esta nem é a reserva com o maior índice de desmatamento”, afirma; - Ele explica que nenhum contingente de agentes ambientais seria suficiente para fiscalizar toda a Amazônia e que a solução mais eficaz para reduzir o desmatamento e a grilagem relacionadas à pecuária é rastrear a carne desde o nascimento do gado: “Se os grandes frigoríficos exigirem o rastreamento, por que o pecuarista vai criar um gado que ele não vai conseguir vender?”, questiona; - O repórter enumera duas medidas para que as reservas biológicas sejam protegidas: respeito às multas aplicadas pelo ICMBio e adesão à cadeia de rastreabilidade de gado e madeira extraída da floresta. “O gado ilegal é o que mais derruba árvores e mais desmata na Amazônia”, conclui.


    Doenças cardíacas em jovens - riscos e prevenção Jul 28, 2023
    Show notes

    Infarto, parada cardíaca e acidente cerebral vascular, juntos, compõem a principal causa de morte em todo o mundo. No Brasil, os casos de infartos registrados por mês mais que dobrou nos últimos 15 anos, e a média mensal de internações decorrentes subiu quase 160% no mesmo período - entre jovens de até 30 anos, o crescimento foi 10% acima da média. Para explicar por que os jovens estão cada vez mais sob risco de problemas cardíacos e vasculares, Natuza Nery entrevista o médico Paulo Caramori, doutor em cardiologia e integrante do conselho da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Neste episódio: - Paulo Caramori destaca quais hábitos de vida se destacam entre os fatores de risco para doenças cardiovasculares: tabagismo, obesidade, uso de drogas e consumo de comidas de ultraprocessadas. “Temos que focar nas causas modificáveis dessas doenças para que possamos viver mais e melhor”, recomenda; - Ele explica a relação entre temperaturas extremas e aumento do risco para infarto e AVC: “Quando estiver extremamente quente ou extremamente frio, devemos nos preservar mais”; - O médico também alerta para a “falta de cuidado” dos brasileiros com índices de saúde básica, como controle de colesterol, cuidado com a pressão arterial e regulação da glicose. E destaca a manutenção da qualidade do sono como elemento fundamental para a saúde cardiovascular – o ideal para um adulto é de 8 a 9 horas por noite; - Paulo informa os sinais que o corpo apresenta nas 24 horas anteriores a um episódio de infarto ou parada cardíaca: dor, aperto ou queimação no peito, sudorese, falta de ar e palpitações no coração. “Se tiver esses sintomas, é preciso procurar uma emergência. A chance de reanimar uma parada cardíaca é muito mais baixa do que evitar que ela aconteça”, afirma.


    Racismo no Brasil – e educação antirracista Jul 27, 2023
    Show notes

    Pesquisa inédita mostra que 8 em cada 10 brasileiros concordam que o Brasil é um país racista. Os demais dados divulgados pela “Percepções sobre o racismo no Brasil” são igualmente fortes: 80% entendem que pessoas negras e brancas são tratadas de forma diferente pela polícia, mais de 50% afirmam ter presenciado cena de racismo e quase 90% concordam que pessoas pretas são as mais criminalizadas. Enquanto isso, o combate ao racismo nas escolas chega ao seu menor índice dos últimos 10 anos. Para analisar os resultados da pesquisa e a inclusão da pauta nos programas educacionais, Natuza Nery conversa com Ana Paula Brandão, diretora programática da ActionAid e gestora do projeto Seta, que encomendou o estudo, e com Janine Rodrigues, escritora, educadora e fundadora da iniciativa Piraporiando. Neste episódio: - Ana Paula valoriza os números apresentados pela pesquisa, que revelam a “percepção da população da relação entre racismo e desigualdade”. Ela considera que houve um avanço em relação ao resultado de pesquisas anteriores, que evidenciavam a compreensão de que o racismo ocorreria somente na esfera pessoal. “O brasileiro está percebendo que o racismo estrutura o Brasil”, resume; - Ela avalia a educação como a principal arma para enfrentar o racismo, mas pondera ser “um caminho muito demorado”. E exemplifica com o caso da lei que obriga o ensino de história e cultura africana nas escolas, sancionada há duas décadas e que até hoje não está completamente implementada. “Essa é uma política que não pode ser de governo, precisa ser de Estado”, afirma; - Ana Paula discursa sobre a como o preconceito “atravessa a vida das crianças” desde o momento em que ingressam na vida escolar – e como isso se reflete em um mau desempenho de aprendizado e evasão escolar, resultando em má empregabilidade. “É muito violento e cria um círculo vicioso complexo”, conclui; - Janine cobra a ação do poder público para implementar leis e dedicar orçamentos a favor da igualdade racial, e também participação de agentes importantes da sociedade civil no combate à discriminação. “É importante que a abordagem ao racismo não fique apenas entre pessoas negras, mas que seja o objetivo de uma sociedade mais saudável”, afirma.


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