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    Mises Brasil

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    Latest Episodes:
    99º Podcast Mises Brasil - Raduán Melo Nov 22, 2013
    Show notes

    Consultor Empresarial e Diretor de Relações Institucionais do Instituto Liberal do Nordeste (ILIN), Raduán Melo é um dos libertários mais ativos do país. Estudioso e bem articulado, Raduán colabora há anos com um valioso trabalho de apresentação e defesa das ideias da liberdade que vem sendo realizado no Nordeste brasileiro. Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, Raduán fala sobre o avanço extraordinário desse processo de divulgação do pensamento liberal/libertário no Ceará, onde mora, e onde existe um grupo que tem atuado de forma competente e profissional, e cujos integrantes formam o Instituto Liberal do Nordeste, o Grupo de Estudos Dragão do Mar e a seção estadual do Estudantes pela Liberdade. “O bom é ver a mudança acontecendo a nosso favor. Sou apenas mais um num grupo cada vez maior. Essa é a questão: a gente conseguiu trabalhar a mudança a nosso favor. Depois de anos de trabalho, conseguimos em 2013 resultados bastante importantes”. Uma dessas grandes conquistas foi conseguir que o departamento do curso de economia da Universidade Federal do Ceará incluísse uma disciplina optativa de Escola Austríaca na grade curricular. A disciplina está sendo lecionada desde o primeiro semestre deste ano. A outra mudança foi convencer a universidade de que economia marxista deixasse de ser disciplina obrigatória. “Em conversa com o coordenador, a gente percebeu que existia um grupo de professores que pode não ter um pensamento liberal, mas que estava insatisfeito com a situação criada por professores marxistas e keynesianos radicais e pelos grupos de alunos ligados a eles e que eram os mais articulados dentro da faculdade. A gente percebeu a insatisfação de muitos alunos com a duração do curso, com a grade curricular muito extensa, com muitas disciplinas marxistas, e a gente colheu essa insatisfação e conversou com a coordenação para colaborar com a mudança da grade. É um processo traumático, de rixa, em que se tem que ter muito cuidado, mas tenho certeza de que se nada tivesse sido feito, a mudança seria feita do mesmo jeito, e provavelmente para pior”.


    98º Podcast Mises Brasil - Carlos Vázquez Padín Nov 14, 2013
    Show notes

    É uma pena que o ensino no Brasil ignore a riqueza histórica de nossa cultura, a começar pelo idioma. Não sei se as crianças atualmente aprendem que o português brasileiro nos foi legado pelos portugueses, mas, admitindo que sim, presumo que não lhes seja ensinado que a origem do nosso idioma é o galego-português, o idioma que remonta ao século XI e às atuais regiões da Galícia e de Portugal. Foi no século XIV que o galego-português se dividiu nas duas línguas hoje conhecidas. Essa identidade linguística comum com os galegos é a moldura para o Podcast do Instituto Mises Brasil desta semana que foi encontrar na Galícia, a região autônoma localizada no norte da Espanha, Carlos Vázquez Padín, cientista político e um intelectual ativo nos debates públicos. Leitor do site do IMB e estudioso do pensamento liberal/libertário, nesta entrevista, Carlos falou sobre o ambiente e a situação das ideias da liberdade na Galícia. “Para todos os efeitos, fazemos parte da Europa do Sul, com tudo o que isso implica em termos de ambiente político e social, e diria até mesmo intelectual, muito pouco favorável às ideias da liberdade. A Galícia é uma nação sem estado próprio. E desse ponto de vista, a liberdade é um assunto que pode ser abordado sob enfoques distintos e há de alguma maneira o enfoque da liberdade nacional e da possibilidade da secessão e, portanto, da liberdade individual. (...) Do ponto de vista libertário, Mises já mencionava na sua obra “Nação, Estado e Economia” que a liberdade nacional emana, ou deve emanar, da liberdade individual”. Autor do livro Galeguismo e liberdade, um panorama teórico e prático sobre o liberalismo/libertarianismo na Galícia, Carlos é um intelectual atuante no debate público na região e revelou nesta conversa quais são os principais problemas enfrentados pelos liberais na Galícia na defesa e divulgação das ideias da liberdade, o que, desconsideradas as especificidades culturais, são bastante parecidos aos verificados no Brasil. Também lá, é elevada a influência cultural, política e intelectual da esquerda e a intervenção do estado. Carlos não apenas exerce a função de intelectual público, mas também participa do processo político como membro da Assembléia Municipal da cidade de Tui. Ele é filiado ao Converxencia XXI, partido libertário que ajudou a fundar em 2009. Se hoje o partido, pela sua dimensão reduzida, não tem poder ou influência, nos lugares onde elegeu representantes, serve, pelo menos, como contraponto aos partidos tradicionais da esquerda e da direita espanhola que preservam a visão de que cabe ao governo ser o grande agente político e econômico.


    97º Podcast Mises Brasil - Josino Moraes Nov 08, 2013
    Show notes

    A Consolidação das Leis do Trabalho é uma excrescência jurídica, uma impossibilidade econômica e uma artimanha política. Inspirada na Carta del Lavoro do regime fascista italiano de Mussolini e elaborada pelo governo ditatorial de Getúlio Vargas, sobrevive no ordenamento jurídico brasileiro como o corolário perfeito a um ambiente hostil à iniciativa privada. Prejudica empreendedores e funcionários, e é um dos principais entraves ao desenvolvimento econômico que beneficiaria a sociedade brasileira. Para agravar o quadro, existe a Justiça do Trabalho, que é demolida no livro "A Indústria da Justiça do Trabalho: A Cultura da Extorsão", de autoria do engenheiro e economista Josino Moraes, que não conseguiu editora para publicar uma segunda edição revista e ampliada. Com um longo passado de formação marxista e militância política na extrema esquerda, fui um dos muitos revolucionários que se exilou após a tomada do poder pelos militares em 1964. Seguiu para Cuba, onde participou de treinamento militar; mudou-se para o Chile em 1968, onde ficou até a derrubada de Salvador Allende em 1973; fugiu para a Suécia, onde se formou em economia e começou a fazer o doutorado, interrompido em 1978 com a Anistia, que o fez retornar ao Brasil. “O Brasil nunca esteve bem. Então, uma pessoa inquieta como eu, preocupada com a comunidade, achava que tinha alguma coisa errada. Se o Brasil fosse um país bem-sucedido como os Estados Unidos, eu acho que o marxismo jamais iria me seduzir”, disse Josino em entrevista ao Podcast. E foi justamente a volta ao país, e mais especificamente a sua experiência como empreendedor e o choque de realidade com o ambiente de negócios no Brasil que o fizeram romper o compromisso com o marxismo, a se transformar num aguerrido defensor do livre mercado e a escrever, em 2001, o livro com uma crítica severa contra a Justiça do Trabalho. Neste Podcast, Josino conta a sua trajetória política, explica por que a Justiça do trabalho é uma das cinco grandes tragédias nacionais (as demais são carga tributaria, taxa de juros, Petrobras e a burocracia) e de que forma a sua atuação destrói o capital social do país e atrapalha o desenvolvimento da iniciativa privada no Brasil. Indagado se, com base em sua formação marxista, ele verifica uma estrutura ideológica a partir do posicionamento dos juízes trabalhistas, Josino não tem dúvida ao afirmar que sim. “No fundo, ali está a base do marxismo. (...) Às vezes quando eu leio algum juiz trabalhista ou coisa que o valha, vejo que ele usa uma linguagem marxista. É impressionante. Ele é traído pela linguagem, sabe?”. Também perguntei se ele via alguma possibilidade de reforma para resolver os problemas da Justiça do Trabalho apresentados no livro. Josino foi taxativo: a Justiça do Trabalho deveria ser extinta.


    96º Podcast Mises Brasil - Bene Barbosa Nov 01, 2013
    Show notes

    A liberdade e o direito de comprar e portar armas de fogo é um dos assuntos mais controvertidos no Brasil, onde o governo já tentou, mediante referendo realizado em 2005, proibir o comércio de armas de fogo e munição. A derrota foi acachapante: 63,94% dos que votaram disseram não à proibição. Apesar da mensagem clara dada na consulta popular, o tema volta e meia volta à pauta de discussão pública quando ocorre alguma tragédia, como a ocorrida numa escola municipal carioca em 2011, e há tentativas políticas de aumento da restrição ou da completa proibição da venda. As justificativas para tirar a liberdade do cidadão de adquirir uma arma de fogo vão desde tragédias como a de Realengo ao aumento do número de mortes no país provocadas por tiros, mesmo que não haja provas que demonstrem uma relação de causa e efeito. Para falar sobre o assunto e derrubar alguns mitos ideológicos sobre o tema, o Podcast do Instituto Mises Brasil entrevistou o especialista na área de segurança e presidente do Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa, que não tem dúvidas ao afirmar que nos últimos 20 anos se estabeleceu uma meta (política) de demonizar a arma de fogo com o claro de intuito de retirar esse direito do cidadão. “O que o governo está propondo com o desarmamento é uma restrição ao cidadão, a retirada da liberdade do cidadão de ter uma arma de fogo. E isso tem uma simbologia muito forte porque quando o governo diz ‘olha, fulano, você tem que entregar a sua arma, você tem que se desarmar’, o que ele está dizendo é o seguinte: ‘você tem que se render’. Com esse gesto, você tem que mostrar que confia a sua vida, a vida da sua família, a sua propriedade, nas mãos do estado, e isso é perigoso, uma vez que a gente sabe muito bem que o estado não é onipresente, e não pode e não deve ser onipresente. Sendo assim, o cidadão deve continuar tendo essa opção de segurança, de defesa”, sugeriu. Professor e consultor de empresas, Bene contou nesta entrevista por qual razão o Movimento Viva Brasil decidiu assumir a bandeira de defesa do direito do cidadão de comprar e portar armas de fogo, por que esse direito é importante para a sociedade brasileira e por que governos com a mesma orientação ideológica tentam restringir ou proibir a venda de armas de fogo no país. Ele também abordou o mito referente à relação entre quantidade de armas legais e o aumento do número de mortes como usualmente se faz de forma equivocada, considerando os dados disponíveis. “O Brasil é um dos países mais desarmados do mundo. Nós temos pouquíssimas armas nas mãos da população na comparação com outros países, como nos Estados Unidos. Se a simples relação entre armas e violência fosse verdadeira, a Suíça seria o Brasil e o Brasil seria a Suíça”.


    95º Podcast Mises Brasil - Danilo Gentili Oct 25, 2013
    Show notes

    ENTREVISTA 95 – DANILO GENTILI - “Hoje em dia está muito fácil reconhecer quem está contra você. Ele sempre aparece a favor do governo”. - “Se o governo disse que é verdade é porque é mentira”. - “Tudo que vem do estado é uma merda! De funcionários à estrutura! Por isso sou antiestado”. Se você não leu as seguintes frases publicadas recentemente no Twitter, dificilmente identificaria como seu autor o comediante Danilo Gentili, que tem cada vez mais elevado o tom das críticas ao governo e ao estado nas redes sociais e no seu programa Agora é Tarde, na TV Bandeirantes. Para saber qual a origem e o fundamento dessa posição política, o Podcast do Mises Brasil entrevistou o comediante, que, para nossa surpresa, é ouvinte deste programa: “Meu pai era o que chamariam de proletário e eu cresci num cortiço em Santo André (São Paulo). E eu posso afirmar que naquele quintal, daquele cortiço, onde as pessoas eram pobres, todas odiavam a intervenção do estado, todas odiavam pagar imposto e [...] todos odiavam os sindicalistas, que nada mais são do que máfias. Desde sempre, eu coleciono uma série de insatisfação e até mesmo nojo do estado”. Formado em Comunicação Social (Publicidade), comediante, roteirista, escritor e empreendedor (é dono do Comedians Club), Gentili começa esse podcast relatando como políticos do PT, ao perceberem o êxito de um empreendimento social (um orfanato) que vinha sendo realizado por sua mãe, decidiram confiscar e estatizar o estabelecimento, inventando várias calúnias contra sua mãe na Justiça. Três meses após o confisco tudo já estava às traças, deixando claro que a “preocupação social” nunca foi o real interesse dessa gente. Gentili também opinou sobre a razão pela qual as ideias socialistas continuam a seduzir tantos jovens, fez uma crítica sobre a ausência de uma ação e um discurso cultural por parte dos liberais e diz que falta apoio aos defensores das liberdades que estão na linha de tiro: “O estado tem vencido no campo cultural e no campo do ensino. Acho que os liberais precisam ver quem são os ícones culturais ou que têm potencial cultural para influenciar as pessoas, além dos professores que estão na resistência contra a lavagem cerebral, e apoiá-los. Sinto que às vezes falta, daqueles que zelam pela liberdade, zelar pela liberdade daquele que está em cima do palanque falando sobre liberdade, porque o outro lado (os inimigos da liberdade) faz isso muito bem quando aparece no debate um ícone cultural que os representa”. Perguntado se já foi de esquerda ou simpatizante do socialismo em sua juventude, Gentili é direto: “Talvez por ter sido pobre e não ter estudado na USP, nunca fui socialista.” E conclui: “Graças a Deus tive de adquirir uma opinião própria a respeito das coisas. Quem não é doutrinado em universidade, e é capaz de ler e chegar às próprias conclusões, percebe como o estado e a intervenção estatal são uma desgraça na vida das pessoas”. Gentili ainda fala sobre a importância da família e dos amigos na formação do indivíduo, a influência marxista no meio universitário, a ditadura do politicamente correto na sociedade atual, o humor contra políticos e vários outros assuntos. Ao ser perguntado se temia perder o programa de TV por causa das críticas que têm feito: “A minha briga não é para manter emprego; a minha briga é para viver num país livre”.


    94º Podcast Mises Brasil - Cibele Bastos Oct 18, 2013
    Show notes

    Formada em Economia e pós-graduada em gestão pública, Cibele Bastos é uma das grandes responsáveis pela difusão das ideias da liberdade na região Nordeste. Em Fortaleza, primeiro como estudante e atualmente como coordenadora regional do Estudantes pela Liberdade e vice-diretora de projetos do Instituto Liberal do Nordeste (ILin), Cibele participa ativamente da construção de um ambiente mais favorável para todos aqueles que, como ela, acreditam no poder das ideias para a defesa das liberdades individuais, do livre mercado, da prosperidade e contra as diversas intervenções do governo brasileiro na sociedade. Nesta entrevista ao Podcast do Instituto Mises Brasil, apoiador do EPL, Cibele conta o que mudou nos últimos anos, e quais as razões dessa mudança, no panorama liberal de Fortaleza, onde há hoje um grupo ativo de liberais e um cada vez maior e diversificado número de jovens interessados nas ideias da liberdade. “Mudou muita coisa. Quando eu estava na faculdade, me sentia sozinha e com ideias que eu queria conhecer um pouco mais e queria compartilhar e não podia. Depois conheci outros colegas, como o Raduán, o Jeová e o Bruno, e ficou um pouco mais fácil. E aí nos juntamos e formamos o Grupo de Estudos Dragão do Mar, que hoje integra a rede Estudantes pela Liberdade. Hoje você conhece pessoas que conhecem as ideias e que não se sentem mais sozinhas. O panorama mudou muito de 2008 para cá. É outro o cenário”. Cibele também falou sobre os projetos do EPL na região Nordeste, a reação do trabalho do grupo nas universidades, o apoio de professores e de instituições de ensino para realização dos eventos, o interesse da imprensa da região, o perfil dos jovens que têm se envolvido ou participado dos eventos do EPL e do ILin e de quando leu o primeiro livro Austríaco: O Caminho da Servidão, de F. A. Hayek.


    93º Podcast Mises Brasil - Pedro Henrique Coutinho Oct 11, 2013
    Show notes

    Uma das muitas virtudes da Escola Austríaca é a celebração teórica do papel do empreendedor numa sociedade. No Brasil, onde a iniciativa privada é atacada pelo governo e o empresário está longe de ter uma boa reputação, o trabalho de formação de jovens empreendedores alicerçado nas ideias da liberdade é fundamental para ajudar a modificar gradualmente um ambiente tão adverso. Fundado em 2010 e adotando como modelo o Instituto de Estudos Empresariais (IEE) de Porto Alegre (RS), que também influenciou a criação do Instituto de Formação de Líderes de São Paulo e de Belo Horizonte, o Instituto Líderes do Amanhã é a face capixaba desse movimento de empresários que não têm vergonha nem medo de defender o capitalismo e o livre mercado. Nesse sentido, o trabalho de difusão das ideias da liberdade realizado por institutos como o Mises Brasil é de suma importância para a formação desses jovens empreendedores. Além disso, o IMB colabora de forma direta e indireta com o trabalho dessas quatro instituições. Com estudos e debates alicerçados nos principais livros e autores do pensamento liberal e da Escola Austríaca, como Mises, Hayek, Bastiat, o Instituto Líderes do Amanhã também decidiu, a exemplo do IEE e do IFL de São Paulo e de Belo Horizonte, realizar o seu próprio evento com a finalidade de inserir na pauta de discussão pública no Espírito Santo temas caros aos associados, como o empreendedorismo e a livre iniciativa. O 1º Fórum Liberdade e Democracia de Vitória (ES) será realizado na próxima segunda-feira, dia 14 de outubro, e o Instituto Mises Brasil estará lá representado no painel que trata justamente da função do empreendedor e a importância da liberdade de agir. Para falar sobre o Instituto Líderes do Amanhã e o Fórum, o Podcast entrevistou o presidente Pedro Henrique Coutinho, empresário com graduação e mestrado em Ciência da Computação. Pedro explicou qual será a abordagem do tema do evento (“Brasil: país do futuro, até quando?”), considerando a formação dos membros do Instituto baseada nas ideias da liberdade, e qual é o objetivo com a realização do Fórum. Ele também explicou como e por quê se decidiu criar no Espírito Santo um grupo de formação de jovens empresários a partir do estudo de autores liberais e Austríacos, como é o processo de formação dos associados, as atividades desenvolvidas e quais livros foram lidos e debatidos.


    92º Podcast Mises Brasil - Ricardo Vélez-Rodríguez Oct 04, 2013
    Show notes

    Com longa experiência acadêmica como professor e pesquisador, o professor Ricardo Vélez-Rodríguez é um dos mais notáveis defensores das ideias da liberdade. Nascido na Colômbia, é graduado em Filosofia e Teologia, além de ser mestre e doutor em Filosofia. Professor recentemente aposentado da Universidade Federal de Juiz de Fora, Vélez-Rodríguez, que foi marxista, narra e analisa neste Podcast uma parte importante da história do liberalismo no Brasil, não apenas de sua participação ativa como estudioso do pensamento político brasileiro, mas como historiador das ideias. Nesta entrevista, o professor citou e dissertou acerca daqueles que ele considera os principais nomes do liberalismo no Brasil e o ambiente intelectual durante a monarquia, república velha e nova república (e a influência da obra de Alexis de Tocqueville). Vélez-Rodríguez comentou as dificuldades de ser liberal durante a ditadura militar, que passou a identificar como elementos perigosos não apenas os ativistas da extrema-esquerda, mas também os liberais. Autor do livro Da Guerra à Pacificação: a Escolha Colombiana, o professor também falou com entusiasmo sobre o momento atual da defesa das ideias da liberdade no Brasil e o comparou com o momento de certa ebulição do liberalismo na década de 1980: “Acho muito interessante o que está acontecendo hoje porque é uma tentativa para se colocar em pauta a liberdade, que sofre ameaça real. Sempre houve da parte do estado patrimonial uma birra com a liberdade e o surgimento dos institutos liberais e dos centros de estudos liberais ao longo dos anos de 1980 correspondeu a essa preocupação dos intelectuais. Mas hoje esse sentimento de ameaça às nossas liberdades básicas é muito mais radical, muito mais forte. Eu enxergo nessa juventude uma preocupação em torno de uma séria ameaça à liberdade. Considero muito mais existencial essa preocupação contemporânea, de muito maior valor, pois essa juventude está defendendo algo que vê que está perdendo”.


    91º Podcast Mises Brasil - André Azevedo Alves Sep 27, 2013
    Show notes

    André Azevedo Alves é um dos mais brilhantes acadêmicos e estudiosos da Escola Austríaca do mundo lusófono. Suas contribuições intelectuais ao estudo do pensamento Austríaco estão divididas em artigos científicos, livros (Ordem, Estado e Liberdade e The Salamanca School, em coautoria com o professor José Manuel Moreira), aulas e palestras. Doutor em ciência política pela London School of Economics e professor da Universidade Católica Portuguesa, André iniciou anteontem, dia 25, neste site o curso online Liberalismo e democracia no pensamento de Mises, Hayek, Rothbard e Hoppe, que foi o tema da conversa do Podcast desta semana. Nesta segunda entrevista ao Podcast (a primeira pode ser ouvida aqui), André citou e explicou o elemento substantivo comum entre as concepções de liberalismo e de democracia de Mises, Hayek, Rothbard e Hoppe, além de apresentar as divergências teóricas mais significativas entre os autores acerca da existência e do papel do estado. O professor também opinou a respeito de qual é, na sua visão, a posição teórica que mais influencia o debate Austríaco contemporâneo, as razões dessa influência, e respondeu as questões sobre se a Escola Austríaca é conciliável com o modelo democrático atual e se seria compatível com um ambiente político autoritário. “Como resposta geral, me parece complicado, para não dizer incompatível, que possa haver essa coexistência (entre Escola Austríaca e governo autoritário)”.


    90º Podcast Mises Brasil - Alex Catharino e Ubiratan Jorge Iorio Sep 20, 2013
    Show notes

    O lançamento da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia, na próxima quinta-feira, é a notícia mais importante do ano para os estudiosos da Escola Austríaca. Com o selo do Instituto Mises Brasil, o periódico será o primeiro do país dedicado à publicação, ao estudo e ao debate acadêmico da teoria Austríaca. A revista, elaborada de acordo com os critérios do Qualis da CAPES, permitirá elevar a Escola Austríaca a um patamar de reconhecimento e respeitabilidade acadêmica hoje inexistente no país. E para que os ouvintes do Podcast do IMB pudessem ter informações acerca da revista antes do lançamento, entrevistamos os editores da MISES, Ubiratan Jorge Iorio e Alex Catharino. Além de opinarem sobre as possibilidades acadêmicas que se abrem com a publicação do periódico semestral, Ubiratan e Alex falaram sobre as editorias e os respectivos textos e autores, sobre os critérios utilizados para a escolha dos artigos do primeiro número e qual a importância de adotar os critérios de qualificação do Qualis. “Nós do IMB depositamos uma enorme esperança de que a nossa revista poderá vir a ser uma referência acadêmica no Brasil e no exterior. Primeiro porque, evidentemente, se trata da primeira revista sobre Escola Austríaca publicada no nosso país; segundo porque ela não vai se limitar à economia, já que o seu caráter é interdisciplinar, e isso é muito importante para resgatar o humanismo na economia, um humanismo que foi abandonado com o triunfo das ideias positivistas e que nós pretendemos resgatar. E também porque já temos no nosso conselho editorial nomes de peso da Escola Austríaca do Brasil e do exterior. E, finalmente, porque pretendemos seguir rigorosamente todos os padrões bastante rígidos estabelecidos pela CAPES para que consigamos, no menor tempo possível, alcançar as melhores posições no ranking”, explicou o professor Ubiratan, que disse que a revista também publicará textos críticos ao pensamento Austríaco. Para Alex, um dos aspectos mais importantes da revista é a abertura ao diálogo acadêmico. “Muitas vezes somos levados a acreditar que a academia está perdida, que só tem esquerdista e que por isso devemos nos afastar da universidade. Essa é uma postura covarde e ao mesmo tempo irresponsável porque a situação que nós temos hoje no mercado de trabalho é uma exigência por títulos. Se você não for um herdeiro que pode ficar em casa vivendo da riqueza acumulada por seus pais, você terá que trabalhar. E o mercado vai te exigir uma boa qualificação profissional. E por isso é importante fazer uma boa graduação, fazer um mestrado, um doutorado e obter a titulação. Além disso, não podemos deixar apenas um lado acadêmico dominar as universidades. E há uma grande abertura dentro das universidades, mesmo de quem discorda, mas que está aberto ao debate”.


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