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    O Assunto

    Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.

    O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist ‘This Is O Assunto’. Ouça agora no Spotify:

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    Latest Episodes:
    A Abin e o rastreamento de celulares Oct 23, 2023
    Show notes

    Na sexta-feira (20), a Polícia Federal cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e mais 2 mandados de prisão preventiva de dois servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação que investiga o rastreamento de celulares sem autorização judicial. De acordo com a investigação, o software usado durante 2 anos e 4 meses durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) monitorou os passos de pelo menos 10 mil pessoas, entre elas servidores públicos, policiais, advogados, jornalistas, políticos e até ministros do Supremo Tribunal Federal. Para explicar o que aconteceu, Natuza Nery entrevista Joanisval Britto Gonçalves, especialista em inteligência de Estado e consultor legislativo do Senado para defesa nacional, e Christian Perrone, coordenador geral de direito e tecnologia do Instituto de Tecnologia e Sociedade, do Rio de Janeiro. Neste episódio: - Joanisval recupera a história da criação da Abin, em 1999. “A ideia era criar uma agência de inteligência adequada ao sistema democrático”, conta. “Porque não existe democracia no mundo que prescinda de estrutura de inteligência”; - Ele explica quais são os órgãos responsáveis pela fiscalização da agência e quais suas funções institucionais. “Há uma série de mecanismos de controle para sua atuação”, afirma; - Christian descreve como os dados de localização podem levar a inferência de dados sensíveis das pessoas investigadas; e cobra as agências de inteligência a justificarem o uso desse tipo de tecnologia: “Precisa ter uma justificativa muito clara e um interesse público muito importante pra acessar uma compreensão tão vasta da intimidade dessas pessoas”; - Ele aponta o risco de que esse tipo de abuso no acesso de informações privadas pode causar às instituições democráticas. “Até questões fundamentais das instituições do Estado democrático de direito estão tratadas aqui”, conclui.


    Israel x Hamas – a guerra da desinformação Oct 20, 2023
    Show notes

    A disputa de versões sobre quem causou a explosão em um hospital de Gaza expôs uma guerra dentro da guerra. Primeiro, o Ministério da Saúde de Gaza – comandado pelo Hamas – falou em 500 vítimas e culpou Israel. Logo depois, Israel disse que o local foi atingido por um foguete lançado pela Jihad Islâmica. O caso expõe como os dois lados disputam versões e até usam mentiras para controlar a narrativa do conflito – algo que se repete há séculos. Tudo potencializado pelas redes sociais, onde uma enxurrada de notícias falsas e deep fakes se espalha 6 vezes mais rápido do que notícias checadas e verificadas, como explica David Nemer em conversa com Natuza Nery. Professor da Universidade da Virgínia (EUA), Nemer reflete como a desinformação prospera mais facilmente em situações de raiva e de medo. Neste episódio: - David aponta alguns dos motivos pelos quais a guerra no Oriente Médio é solo fértil para a disseminação de tantas notícias falsas: trata-se de uma região de acesso restrito e as informações são controladas por agentes oficiais de ambos os lados. “A guerra é emocional e a desinformação prospera ainda mais em emoções negativas, como a raiva e o medo”, afirma; - Ele descreve como os algoritmos das redes sociais – e como seus modelos de negócio – favorecem a circulação de notícias que “geram emoções negativas”, uma vez que elas têm maior potencial de engajamento entre os usuários: “Elas levam o campo de batalha para o campo virtual”; - O pesquisador comenta também a pesquisa sobre a velocidade das mentiras nas redes sociais e o estrago causado por elas no corpo da sociedade. Ele cita os casos da suposta degola de 40 bebês em Israel e a de mensagens antissemitas em massa pelo Hamas como exemplos de conteúdos que fomentaram crimes de ódio contra israelenses e palestino ao redor do mundo; - David aconselha o uso de ferramentas para a checagem de informações, assim como a verificação da fonte destas informações. “E sempre lutar contra nosso viés pessoal de confirmação", conclui.


    Gaza: catástrofe e falta de ajuda humanitária Oct 19, 2023
    Show notes

    Sem água, sem comida, sem remédios... A Faixa de Gaza é alvo de bombardeios do Exército israelense há mais de 10 dias, e a população civil sofre com a falta de ajuda humanitária em meio a disparos de mísseis e foguetes. Nesta quarta-feira (18), os EUA barraram uma resolução da ONU que previa a instalação de um corredor humanitário - mas o governo liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pressionado pela visita do presidente americano Joe Biden, autorizou a entrada de ajuda humanitária. Diretamente de Khan Yunis, o palestino Hasan Rabee relata a situação de quem aguarda para cruzar a fronteira com o Egito - ele que desde o início da guerra tenta deixar Gaza com a mulher e as duas filhas brasileiras. Natuza Nery também conversa com Tarciso Dal Maso, advogado e professor de Direito Internacional no Centro Universitário de Brasília. Neste episódio: - Tarciso descreve como funciona um corredor humanitário: "De um lado, chega ajuda humanitária; e do outro, pessoas precisam sair em segurança”. E justifica porque, no caso específico de Gaza, sua realização é tão complexa. “Há a necessidade de dialogar com diversos atores e a logística não é pequena”; - Ele explica as “duas linhas de atuação” do direito internacional humanitário: a proteção de pessoas civis e seus bens e a proibição de determinados métodos de combate – como uso de escudos humanos e de restrição de acesso a água e comida; - O advogado também comenta o “fortíssimo impacto psicológico” da guerra para as crianças e aponta outras consequências: difícil reinserção social, recrutamento como crianças-soldados e exploração laboral e sexual. “É também cenário propício para futuros radicalismos”, conclui.


    O misterioso sumiço de armas do Exército Oct 18, 2023
    Show notes

    No último dia 10, o quartel do Exército em Barueri, cidade da região metropolitana de São Paulo, confirmou o desaparecimento de um arsenal de guerra que estava sob seu domínio. Sumiram nada menos que 8 metralhadoras de calibre 7,62 e 13 metralhadoras de calibre .50 - são fuzis capazes de efetuar mais de 500 disparos por minuto e até derrubar aeronaves. Até agora, não há suspeitos, mas 480 militares seguem aquartelados, sob investigação do Exército. Para explicar o caso, Natuza Nery fala com Kleber Tomaz, repórter do g1 em São Paulo, e Bruno Langeani, gerente da área de sistema de justiça e segurança do Instituto Sou da Paz. Neste episódio: - Kleber informa a justificativa do Exército para não registrar Boletim de Ocorrência - embora a responsabilidade de encontrar as armas esteja com as polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo. “O Exército demonstrou autossuficiência para esclarecer o desaparecimento, mas, uma semana depois, nada foi encontrado”, afirma; - O jornalista descreve as características e poder de destruição dos dois tipos de armas desaparecidas. E comenta a principal linha de investigação assumida pelo Exército: “A maior suspeita é de que haja envolvimento de militares”; - Bruno detalha o quão difícil é sumir com quase meia tonelada de armamentos – algumas dessas metralhadoras têm até 1,70 metro. “Com certeza houve planejamento, participação de gente de dentro e foi uma encomenda do crime organizado”, afirma. “São armas raras na mão do crime, e uma única arma dessa desestabiliza a segurança pública do país inteiro”; - Ele critica os erros do Exército na investigação do crime: são falhas na segurança física e falta de investimento no rastreamento das armas e no sistema de registro das armas.


    Guerra no Oriente Médio – o potencial destrutivo Oct 17, 2023
    Show notes

    Desde o ataque terrorista do Hamas, Israel não mede esforços em colocar em operação todo o seu poder militar – um arsenal com mais de 2 mil tanques e mais de 300 aeronaves de combate. E conforme o exército israelense ataca e acumula corpos na Faixa de Gaza, atores internacionais se posicionam no xadrez da geopolítica: sejam eles grupos armados como o Hezbollah, sejam países vizinhos como Arábia Saudita e Irã, ou ainda grandes potências globais, caso de EUA e Rússia. E novamente acende-se o alerta sobre o risco de uma escalada do conflito para patamares inéditos. Para avaliar esse risco e descrever a força militar dos envolvidos na guerra, Natuza Nery recebe Vitelio Brustolin, professor de relações internacional da UFF e professor adjunto na Universidade de Columbia (EUA), e também pesquisador da faculdade de Direito de Harvard. Neste episódio: - Vitelio compara o poder bélico de Israel e do Hamas. Ele lembra que Israel é um dos países que mais investe em força militar e conta com um exército com mais de 600 mil integrantes, entre militares ativos e reservistas - além de ser ambíguo sobre a posse de armas nucleares. “Do lado do Hamas, a estimativa é que sejam 30 mil terroristas no meio de uma população de 2 milhões de pessoas na Faixa de Gaza”, afirma; - Ele explica por que os escombros das construções em Gaza e os cerca de 500 quilômetros de túneis subterrâneos podem ser o maior desafio para a incursão terrestre do exército israelense: “É uma guerra 360 graus, e as forças armadas podem sofrer todo tipo de emboscada”; - Vitelio também fala sobre o aumento das tensões na fronteira norte de Israel com o Líbano, onde o grupo armado Hezbollah ameaça entrar na guerra em favor do Hamas – ambos financiados pelo regime iraniano. “Não é do interesse do Irã entrar nessa guerra, mas não interessa ao país a aproximação de nações árabes com Israel”, analisa; - O professor sentencia que “não é do interesse de ninguém que a guerra escale”. Isso porque a região é rica em petróleo, é rota de 90% do comércio mundial em via marítima e já há uma grande guerra (a da Ucrânia) que põe a Europa em risco: “A erosão da diplomacia poderia levar a humanidade a uma 3ª guerra mundial”.


    A Argentina às vésperas da eleição Oct 16, 2023
    Show notes

    No próximo domingo (22), os argentinos vão às urnas para escolher um novo presidente. Com a economia deteriorada – a inflação supera 100% ao ano – e depois de ver fracassar governos de direita (com Mauricio Macri) e de esquerda (com Alberto Fernandez), o eleitorado argentino flerta com um candidato que se posiciona contra tudo e contra todos: a grande estrela da campanha presidencial é Javier Milei, economista ultraliberal de extrema-direita. Milei aparece à frente nas pesquisas antes do primeiro turno. Em segundo lugar está Sérgio Massa, ministro da Economia do presidente Alberto Fernandez que, por brigas internas, sequer disputa a reeleição. Para entender os favoritos no domingo e os rumos políticos e econômicos da Argentina, Julia Duailibi conversa com Ariel Palacios, correspondente da Globo em Buenos Aires. Neste episódio: - Ariel aponta o que faz desta eleição diferente e explica que o fato de o candidato governista Sergio Massa ter ficado em terceiro lugar nas prévias representou “um choque para o peronismo”, algo que nunca aconteceu antes. “Para o peronismo é um trauma fora do normal”, diz; - O correspondente lista as peculiaridades de Javier Milei, candidato que chegou à política “pelas vias mais absurdas”; - Ariel explica como, apesar da catástrofe econômica, o ministro da Economia Sergio Massa se viabilizou como candidato do peronismo; - E conclui que, independentemente de quem for eleito, “a Argentina vai afundar mais na crise, não há saída a curto ou médio prazo”.


    Israel x Palestina: a história do conflito Oct 13, 2023
    Show notes

    O ataque terrorista do Hamas sobre o território israelense deu início a mais um capítulo de uma disputa milenar pelo controle da região que é berço das três maiores religiões ocidentais. Para abordar e explicar essa história de expulsões, perseguições, conflitos militares e terrorismo, Julia Duailibi entrevista Guilherme Casarões, professor da FGV-SP, doutor em ciência política, mestre em relações internacionais com especialização em nacionalismo judaico e pesquisador convidado da Universidade de Tel Aviv. Neste episódio: - Casarões recupera a história de milênios de ocupação de Jerusalém e seus arredores. Ele lembra que a tradição judaica reivindica mais de 5 mil anos no local que hoje compreende o Estado de Israel; mas que também os palestinos argumentam que já estavam lá desde os cananeus, há 10 mil anos; - Ele aponta que o início do conflito moderno se deu na virada do século 19 para o século 20, num momento em que despontam o sionismo e o nacionalismo árabe: “É quando começam aparecer os projetos nacionais como projetos políticos”. E completa que a disputa escala de nível com o plano de partilha proposto pela ONU para a criação dos Estados israelense e palestino - o que nunca aconteceu; - O professor descreve os efeitos das guerras dos Seis Dias (1967) e do Yom Kippur (1973) na formulação “da dinâmica que rege até hoje esse conflito” - com a primazia do domínio israelense sobre o território -, e como elas repercutiram para o crescimento da Organização para a Libertação Palestina; - Casarões explica as duas principais tentativas de acordo de paz entre Israel e os Estados árabes. O primeiro no Camp David (EUA) ao fim da década de 1970 entre Israel e Egito. E o segundo assinado em 1993: o Acordo de Oslo, entre as autoridades israelenses e palestina, definiria a divisão definitiva dos territórios entre os dois Estados. Nos dois casos, o processo de entendimento foi interrompido pelo assassinato de lideranças políticas por extremistas; - Por fim, ele comenta o aumento das tensões resultante da eleição do grupo terrorista Hamas como representante do povo palestino da Faixa de Gaza – resultado da única eleição realizada por lá, em 2006: “Vira uma guerra interna entre o Hamas e o Fatah” - organização palestina moderada.


    A vida em Gaza durante a guerra Oct 11, 2023
    Show notes

    Imediatamente depois de o Hamas cometer os atentados terroristas contra a população de Israel no último sábado, forças israelenses responderam com ataques à Faixa de Gaza. O território de 365 km² abriga 2 milhões de pessoas e tem um dos maiores adensamentos populacionais do mundo. A região, comandada pelo Hamas, é alvo de embargos de Israel. E desde segunda-feira está sob o que o premiê israelense chama de “cerco completo”: há cortes de luz, de água e até de comida. Para entender a situação da região que lida há anos com uma grave questão humanitária, O Assunto reuniu o depoimento de dois palestinos que vivem as consequências diretas da guerra entre Hamas e Israel. Hasan Rabee mora em São Paulo e foi até Gaza visitar a mãe. Abud Zaki viveu no Brasil por 9 anos e resolveu voltar a Gaza em junho do ano passado. Além deles, Julia Duailibi conversa com Adriana Carranca, jornalista brasileira que esteve em Gaza em 2010. Neste episódio: - Hasan e Abud relatam como suas famílias reagiram aos primeiros bombardeios. Abud lembra que em outros conflitos, havia aviso prévio de que haveria um ataque em determinada região, mas que agora “eles não avisam e só jogam a bomba”. Hasan conta que tenta acalmar as filhas de 3 e 5 anos “mentindo que o barulho das bombas são barulhos de festa”; - Os dois também descrevem a dificuldade em ter acesso a água potável, energia elétrica, internet e até comida. “Está tudo fechado, e quem anda na rua pode ser morto porque cai bomba em todo o lado”, afirma Hasan. “O povo vai morrer de fome e de sede, aqui não tem nada”, resume Abud; - Adriana detalha as diferenças entre os dois lados do muro que divide Israel e a Faixa de Gaza – e informa como funcionam os túneis subterrâneos usados pelos palestinos para promover mercados informais. Ela também explica por que os palestinos vivem “em situação de prisão a céu aberto”, sem autorização para deixar a região; - Ela afirma que “a maioria da população em Gaza não apoia o Hamas” e destaca que também em Israel houve uma série de protestos contra o atual governo de extrema-direita “responsável pela política de negar aos palestinos o seu Estado”.


    O Brasil no topo da ginástica artística mundial Oct 10, 2023
    Show notes

    O Mundial de Ginástica Artística da Antuérpia, na Bélgica, colocou de vez a equipe brasileira na elite do esporte. Rebeca Andrade liderou as conquistas com 5 medalhas – um recorde para o Brasil. Ela subiu ao topo do pódio no salto sobre a mesa, vencendo a multicampeã Simone Biles (EUA), e levou para casa mais uma de bronze (na trave) e três de prata: no individual geral, no solo e na competição por equipes – medalha inédita para o esporte brasileiro. O time completo teve participação de Flávia Saraiva (que também obteve bronze no solo), Lorrane Oliveira, Jade Barbosa, Júlia Soares e Carolyne Pedro. Para entender o ineditismo das marcas conquistadas pelas ginastas brasileiras, Julia Duailibi conversa com Daiane dos Santos, primeira brasileira a conquistar o ouro na competição em 2003. Neste episódio: - Daiane descreve como Rebeca Andrade é a “representatividade de todo esforço e garra do esporte”, o que faz dela uma atleta excepcional. “A Rebeca é tão enaltecida hoje quanto a Simone Biles”, afirma; - Ela fala ainda sobre o papel de Flávia Saraiva e Jade Barbosa, duas ginastas fundamentais para a prata inédita no Mundial. Para Daiane, “Jade tem um olhar de liderança” e Flávia é dona de uma “ginástica linda, com personalidade carismática, que alegra a contagia”; - A comentarista analisa em quais condições o Brasil vai chegar aos Jogos Olímpicos de Paris, no ano que vem: será vista como a segunda melhor equipe do mundo. “Com certeza a seleção vai buscar mais resultados e quebras de recordes”, afirma; - Daiane, uma das responsáveis pela popularização do esporte no país, comenta também os desafios para a ginástica brasileira. “A gente precisa das portas do esporte abertas com projetos sociais e espaços públicos”, afirma. E conclui: “é difícil você saber que tem talento sem você ter o direito de fazer parte do esporte”.


    Israel x Hamas – guerra no Oriente Médio Oct 09, 2023
    Show notes

    Eram 6h30 de sábado - um dia sagrado para os israelenses – quando os ataques aéreos do Hamas começaram. Milhares de mísseis foram lançados a partir da Faixa de Gaza. Uma hora depois, homens armados do grupo invadiram Israel por terra e pelo ar. Centenas de israelenses foram mortos e dezenas foram feitos reféns. Em resposta, o governo de Israel declarou estar em guerra contra o grupo, um conflito que será “longo e difícil”, como declarou o premiê Benjamin Netanyahu. Até a noite de domingo, mais de 1.000 mortes tinham sido confirmadas. Para entender o ineditismo da ofensiva do Hamas e as possíveis consequências da guerra em curso no Oriente Médio, Julia Duailibi conversa com Guga Chacra, comentarista da Globo, da GloboNews e colunista do jornal O Globo. Neste episódio: - Guga aponta como o avanço do Hamas expõe uma “falha gigantesca” dos serviços de inteligência de Israel: “Nunca vi nada parecido ou próximo do que aconteceu no sábado”, diz. Para Guga, os ataques são o segundo maior atentado terrorista do século 21, “uma mistura de 11 de setembro com Bataclan”, citando atentados nos EUA e na França; - Ele analisa como esta é “a maior derrota militar para Israel em 50 anos”. E diz que, depois de passado o conflito, o governo Netanyahu vai pagar “um preço muito caro” pelas falhas que possibilitaram a ofensiva do Hamas, grupo que sai mais forte depois deste fim de semana; - Guga aponta o que chama mais atenção na ofensiva do Hamas: “é importante ter a dimensão do que está acontecendo”, diz, ao citar a megaoperação terrorista levada a cabo pelo grupo extremista armado. “Pessoas foram mortas com crueldade”; - Ele conclui como em Netanyahu deve se fortalecer em um primeiro momento após os ataques, mas que inevitavelmente o governo do premiê ficará “impraticável. Uma hora vai chegar a conta”, afirma.


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