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    O Assunto

    Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.

    O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist ‘This Is O Assunto’. Ouça agora no Spotify:

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    Copyright: © Sistema Globo de Radio

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    Latest Episodes:
    A febre dos implantes anabolizantes no Brasil May 07, 2026
    Show notes

    Convidados: Talyta Vespa, repórter do g1 especializada em saúde, e Clayton Luiz Dornelles Macedo, doutor em Endocrinologia Clínica e especialista em Medicina do Esporte pela UNIFESP. O chamado “chip da beleza” promete mais disposição, emagrecimento, ganho de massa muscular, mais libido. Mas o que parece moderno esconde um problema. O produto - que não é um chip, é um implante hormonal - não tem comprovação científica para os efeitos estéticos que são anunciados. Sociedades médicas e órgãos reguladores são categóricos: os implantes de testosterona, oxandrolona e gestrinona têm ação anabolizante. Eles servem para ganhar massa muscular e produzir efeito estético. Mesmo assim, o mercado cresceu e hoje movimenta milhões de reais no Brasil. E funciona com uma engrenagem: médicos prescrevem, treinam outros profissionais e indicam farmácias de manipulação. Um ciclo que vai da consulta à venda do produto e que, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), pode envolver conflito de interesse. A Anvisa chegou a proibir a manipulação, a venda e a propaganda desses implantes. Mas recuou após pressão do setor. Hoje, o uso com finalidade estética segue restrito, mas uma brecha na legislação permite a manipulação de substâncias aprovadas sem definir claramente como elas podem ser usadas. Na prática, o mercado continua ativo e em crescimento. Nas redes sociais, onde a fiscalização é mais difícil, o público-alvo é claro: mulheres. Promessas de autoestima e desempenho físico se espalham com a ajuda de influenciadores e profissionais de saúde. E o “chip da beleza” vira porta de entrada para um mercado maior — que vai da suplementação a tratamentos estéticos, e se apoia, muitas vezes, em inseguranças sobre o corpo.


    Javier Milei: impopularidade recorde e situação econômica na Argentina May 06, 2026
    Show notes

    Convidado: Ariel Palacios, correspondente da Globo e da Globonews para América Latina. A Argentina registrou a menor taxa de pobreza em sete anos, recuando de 38,1% em 2024 para 28,2% sob a gestão de Javier Milei, segundo o Indec, o "IBGE argentino". No entanto, esse avanço econômico contrasta com uma queda drástica na popularidade do presidente, que se tornou o líder mais impopular da América Latina, acumulando 64,5% de desaprovação (dados da consultoria Zuban Córdoba). As políticas econômicas celebradas pelo governo têm sido insuficientes para conter o ceticismo da opinião pública. O desgaste político é alimentado por uma série de escândalos envolvendo o gabinete de Milei. Além disso, a população reage ao aumento do desemprego, ao fechamento de milhares de empresas e aos cortes na saúde e educação pública. Para grande parte do eleitorado, a realidade do cotidiano e a inflação persistente, mesmo que em queda anual, pesam mais do que os índices oficiais de redução da pobreza. Em paralelo, outro desafio crítico é a profunda desconfiança no sistema financeiro, herança de traumas como o "corralito" de 2001. Estima-se que os argentinos ainda guardem US$ 170 bilhões fora dos bancos, e as recentes tentativas de Javier Milei de atrair esse capital com isenções fiscais, sob o mote "alivie seu colchão", tiveram pouco sucesso até agora.


    O novo Desenrola: até onde vai o alívio para os endividados? May 05, 2026
    Show notes

    Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília . O Brasil atingiu em março de 2026 a marca de 82,8 milhões de inadimplentes, o que significa que metade dos lares brasileiros está endividada e comprometendo quase um terço da renda com o pagamento de dívidas. Para tentar reverter esse quadro o governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o novo Desenrola, que agora permite o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e impõe uma regra inédita: quem aderir ao programa fica bloqueado em sites de apostas. A nova fase do Desenrola mira especialmente a inadimplência familiar e precoce. Economistas, porém, afirmam que o atual cenário das contas públicas é um dos fatores que impedem a queda dos juros — o que impacta diretamente o tamanho do endividamento dos brasileiros. Para Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, a questão é mais complexa do que o anúncio faz parecer. “Não existe uma solução mágica, uma bala de prata que vai resolver tudo.” Além da economia, existe uma estratégia política por trás do anúncio: o governo tenta recuperar sua popularidade em ano eleitoral por meio de medidas de impacto direto no cotidiano para tentar reverter o “mau humor” do eleitorado e recuperar a popularidade do presidente Lula em um ano eleitoral, e “não tem como fugir disso" -- analisa Guilherme Balza, repórter da GloboNews.


    O avanço das facções criminosas pelo interior do Brasil May 04, 2026
    Show notes

    Convidados: Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro De Segurança Pública e Paulo Renato Soares, jornalista da TV Globo e um dos repórteres do documentário ‘Territórios’ do Globoplay. O Brasil vive um processo de interiorização da violência, com o avanço das facções criminosas para cidades médias e pequenas. É o que mostram estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Enquanto grandes capitais (como Fortaleza, São Luís e Goiânia) reduziram as taxas de homicídios em mais de 60% entre 2013 e 2023, municípios do interior passaram a concentrar episódios de violência antes restritos às metrópoles. Como mostra o documentário do Globoplay “Territórios – Sob o Domínio do Crime”, o crime organizado deixou de ser um fenômeno localizado e passou a atuar de forma articulada em escala nacional e transnacional, apoiado no domínio de territórios, no uso da força armada, na influência dentro do sistema prisional, na penetração em atividades da economia formal e em práticas de corrupção. "A gente escolheu esse nome 'Territórios', porque este é o ponto: é grave a dominação armada de territórios que acontece muito no Rio de Janeiro e está se espalhando por tudo quanto é lugar. Isso subjuga milhões de pessoas. Eles impõem regras a elas, que são consumir produtos e serviços imposto pelos traficantes", disse Paulo Renato Soares, um dos repórteres do documentário. Cidades como Rio Claro, no interior de São Paulo, com cerca de 200 mil habitantes, viraram palco de disputa entre o PCC e o Comando Vermelho. A localização, próxima a grandes rodovias, transformou a cidade em um ponto estratégico para o tráfico. Na Bahia, o município de Juazeiro, a 500 quilômetros de Salvador, reflete esse mesmo movimento. Lá, a taxa de homicídios chega a 76,2 por 100 mil habitantes, três vezes maior que a média nacional. E, na Amazônia Legal, formada por nove estados, a presença do crime organizado já alcança 45% dos municípios. De acordo com Samira Bueno, do Fórum Brasileiro De Segurança Pública, com esse avanço, o Estado precisa considerar a atuação das facções não apenas no âmbito da segurança pública, mas também na formulação de políticas de habitação, transporte e até no processo eleitoral. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem realizado uma força-tarefa para conter a influência do crime organizado nas eleições.


    Messias rejeitado para o STF: uma derrota histórica para Lula Apr 30, 2026
    Show notes

    Convidada: Ana Flor é comentarista da GloboNews e colunista do g1. O Senado impôs uma derrota histórica ao rejeitar a indicação do presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Jorge Messias foi o primeiro nome reprovado desde 1894, no governo de Floriano Peixoto. Há 132 anos. O placar foi de 42 votos a 34, após articulação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), contra o governo. Desde o início, Alcolumbre queria que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse a indicação do presidente, não o advogado-geral da União (AGU). Antes da rejeição no plenário, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11. Durante a sabatina na CCJ, Messias reforçou sua posição contrária ao aborto e criticou as decisões individuais do STF que, segundo ele, diminuem a dimensão institucional do Supremo. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Ana Flor, comentarista da GloboNews e colunista do g1, sobre os bastidores da sabatina de Jorge Messias, as articulações que levaram à derrota do governo e como o episódio embaralha completamente as alianças políticas em Brasília.


    A saída dos Emirados Árabes da Opep: os impactos no petróleo e os efeitos para Trump Apr 29, 2026
    Show notes

    Convidado: Tanguy Baghdadi é professor de Política Internacional e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Rio. Os Emirados Árabes Unidos decidiram, após quase 60 anos de alinhamento, sair da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A decisão foi tomada após “várias discussões” e “reflexões” sobre o cenário internacional do petróleo e entra em vigor no dia 1º de maio. O cenário por trás dessa saída envolve a falta de respostas a um evento que se prolonga há quase dois meses: a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A decisão ocorre em um momento delicado para o setor, marcado pela volatilidade dos preços, rearranjos geopolíticos e disputas cada vez mais intensas por influência sobre o fluxo global de energia. Em Washington, o movimento é visto como uma vitória para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, crítico recorrente da atuação da Opep. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o analista internacional Tanguy Baghdadi para analisar os efeitos dessa mudança no mercado do petróleo e na geopolítica do conflito.


    Terras raras: os desafios da exploração sustentável no Brasil Apr 28, 2026
    Show notes

    Convidado: Jonathan Colombo, engenheiro e professor do MBA em ESG de Mudanças Climáticas e Transição Energética da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um negócio de quase US$ 3 bilhões colocou o Brasil no centro das atenções em um mercado no qual o país detém a segunda maior reserva do mundo: as terras raras. São 17 minerais estratégicos, usados na fabricação de produtos que vão de carros elétricos a sistemas militares, e que hoje estão no centro de uma disputa geopolítica global, impulsionada pela corrida tecnológica e pela transição energética. Nesse contexto, uma mineradora em Goiás, controlada por fundos privados e internacionais, foi vendida para uma empresa americana. O movimento reacendeu preocupações no governo brasileiro sobre soberania e controle de recursos estratégicos. Enquanto os negócios avançam, a regulamentação das terras raras ainda anda lentamente no Congresso e deve ser analisada em maio; ao mesmo tempo, o tema também está no STF, que avalia uma ação que questiona se a exploração da mina em Minaçu, no norte de Goiás, fere a Constituição. Neste episódio, Natuza Nery conversa com o engenheiro Jonathan Colombo, professor de transição energética da FGV, sobre os desafios para evitar danos ambientais e a perda de soberania na exploração de terras raras no Brasil.


    Uma geração sem cigarro é possível? Apr 27, 2026
    Show notes

    Convidadas: Margareth Dalcolmo, pneumologista, pesquisadora da Fiocruz e membro titular da Academia Nacional de Medicina; e a advogada Eloisa Machado, professora da FGV/SP e especialista em direito constitucional e direitos humanos. Enquanto o Reino Unido aposta em uma medida radical para criar uma geração de não fumantes — proibindo a venda para pessoas nascidas a partir de 2009 e para a vida toda —, o Brasil enfrenta um movimento inverso: após décadas de políticas públicas que reduziram o consumo, o tabagismo volta a crescer. O episódio parte desse contraste para discutir o que levou o país a avançar no combate ao cigarro no passado, e por que esses mecanismos perderam força nos últimos anos, abrindo espaço para novos desafios, como o avanço dos cigarros eletrônicos, especialmente entre jovens. Também entram em pauta os impactos do tabagismo na saúde pública e na economia, com números expressivos de mortes, internações e custos para o sistema de saúde, além de uma ação bilionária contra a indústria do tabaco em fase final no Brasil, que traz à tona o debate sobre responsabilidade e regulação. Natuza Nery entrevista a pneumologista Margareth Dalcolmo e a advogada Eloisa Machado para discutir os fatores que explicam o avanço recente do tabagismo no Brasil, os desafios impostos pelos novos dispositivos e os caminhos possíveis para conter essa tendência.


    Reforma do Judiciário: as chances de sair do papel  Apr 24, 2026
    Show notes

    Convidados: Ana Flor, comentarista da GloboNews; e Beto Vasconcelos, advogado mestre em Direito do Estado pela USP, especialista em direito público e constitucional e ex-secretário Nacional de Justiça; O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs, na segunda-feira (20), uma nova reforma do Poder Judiciário. Em artigo publicado no portal ICL Notícias, o ministro sugere medidas divididas em 15 eixos. Entre elas, defende o fim de privilégios como a aposentadoria compulsória como punição e a limitação das verbas indenizatórias — os chamados "penduricalhos". Soma-se a essa proposta o Código de Ética sugerido pelo presidente da Corte, Edson Fachin, apresentado em meio à crise de confiança no Supremo e aos enroscos criados pelos próprios ministros, citados em manchetes relacionadas ao Caso Master. Mas a ferida vai além, e a crise de imagem se espalha por todas as instâncias. O texto de Dino ainda não foi formalizado, e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil criou uma comissão para mobilizar a sociedade em torno do tema. Enquanto a discussão avança, uma coisa é certa: é preciso solucionar o problema de confiança no Judiciário. Neste episódio, Natuza Nery entrevista Ana Flor, comentarista da GloboNews, para analisar as chances de a proposta de Dino sair do papel no Supremo e no Congresso, e o advogado especialista em direito público e constitucional Beto Vasconcelos, para explicar as diferenças e semelhanças entre a proposta e o código de ética de Fachin.


    Os recuos de Trump e o desgaste de poder Apr 23, 2026
    Show notes

    Convidado: Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV, pesquisador da Universidade de Harvard e do Carnegie Endowment. Horas antes do fim do prazo estabelecido por ele mesmo para um cessar-fogo na guerra contra o Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a extensão da trégua por tempo indeterminado. O movimento marca o que analistas e a imprensa internacional classificam como o sétimo recuo do republicano em um conflito no qual ele insiste em se declarar vencedor. Enquanto Washington justifica o adiamento como uma espera por uma "proposta unificada" de um regime supostamente fragmentado em Teerã, o governo iraniano ironiza a retórica americana e utiliza inteligência artificial para zombar da indecisão de Trump. Em paralelo, Trump enfrenta o nível mais baixo de aprovação de seu mandato, com 62% de rejeição entre os americanos. Mais do que o desgaste externo, a pesquisa Reuters/Ipsos revela rachaduras na base aliada: 46% dos republicanos hoje consideram que o presidente não é "equilibrado". Neste episódio, Natuza Nery entrevista Oliver Stuenkel para analisar o impacto da série de recuos apresentados até aqui por Trump, o reflexo na sua popularidade e os entraves para um acordo. O professor de RI explica como a guerra com o Irã pode respingar nas eleições de meio de mandato.


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