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    O Assunto

    Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo.

    O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist ‘This Is O Assunto’. Ouça agora no Spotify:

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    Copyright: © Sistema Globo de Radio

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    Latest Episodes:
    Caso Codevasf: onde e quem ele pega Jul 25, 2022
    Show notes

    A descoberta, pela Polícia Federal, de um esquema de lavagem e desvio de dinheiro na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba joga luz sobre pelo menos três questões. Primeiro, mudanças promovidas na estatal sob o governo Bolsonaro para aumentar sua área de atuação e mudar a natureza dos serviços prestados, com ênfase em obras de pavimentação. Depois, o controle que políticos do Centrão passaram a exercer ali. Por fim, a multiplicação de recursos do Orçamento Secreto destinados à companhia. Em conversa com Renata Lo Prete, a jornalista Maria Cristina Fernandes detalha as investigações, no momento voltadas para a empreiteira ConstruService -fraudando processos licitatórios, ela se tornou onipresente em contratos da Codevasf no Maranhão. A repórter especial do Valor Econômico, também comentarista da rádio CBN, observa que o escândalo atinge o principal eixo de sustentação de Jair Bolsonaro: o presidente da Câmara. Arthur Lira (PP-AL), avalia a jornalista, vê comprometida sua capacidade de entregar tudo o que prometeu a aliados na Casa. E de atuar como “mediador de conflito” na mais recente crise armada pelo presidente da República, ao mentir sobre as urnas eletrônicas diante da comunidade internacional.


    Eleições 2022: segurança dos candidatos Jul 22, 2022
    Show notes

    2018 ficou marcado pelo atentado contra aquele que terminou vitorioso na disputa pela Presidência da República. Quatro anos depois, a campanha oficial nem começou, e os casos de violência escalam em frequência e gravidade. No mais recente, um apoiador de Jair Bolsonaro (PL) assassinou o tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu. Agora, com a temporada de convenções partidárias, entra em cena a Polícia Federal, que passa a ser responsável pela proteção dos candidatos ao Planalto. Em conversa com Renata Lo Prete, o diretor-executivo da PF, Sandro Avelar, explica os critérios que pautam a análise de risco usada para definir o tamanho do aparato de cada um - Lula e Bolsonaro são colocados no ponto máximo de uma escala que vai de 1 a 5. O delegado também detalha contingente, equipamentos e recursos disponíveis. Da segunda parte do episódio participa Renato Sergio de Lima, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Para ele, a eleição deste ano “será a mais complexa no que diz respeito à segurança".


    Como enquadrar o show do Alvorada Jul 21, 2022
    Show notes

    Usar a estrutura do governo para fazer campanha antecipada. Mentir sobre as urnas eletrônicas. Tentar impedir o exercício de direitos e a atuação dos Poderes. Incitar as Forças Armadas contra instituições civis. Tudo vedado por dispositivos que vão da Constituição Federal às regras eleitorais, passando pela Lei do Impeachment. Tudo passível de punição - e, no entanto, presente com abundância de indícios no evento para o qual Jair Bolsonaro convocou embaixadores de dezenas de países. Para esclarecer, ponto a ponto, os crimes em que o presidente da República pode ter incorrido e que consequências eles acarretam, O Assunto ouve dois especialistas. “A convocação do aparato estatal para fazer propaganda negativa dos adversários” está caracterizada, avalia Luiz Fernando Pereira, coordenador-geral da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Política. Mais comprometedor, porém, “é o conteúdo da fala” de Bolsonaro. O advogado lembra que vivemos em um “novo ambiente no Brasil a partir do julgamento do caso Francischini” - o deputado estadual que perdeu o mandato e se tornou inelegível por divulgar informações falsas contra o sistema de votação. Para Eloisa Machado, professora de Direito Constitucional da FGV, o país “tem um arcabouço jurídico capaz de dar conta dessas condutas do presidente”. O que se espera, diz ela, é que “as instituições incumbidas de aplicar a lei tenham condições de fazê-lo quando o momento chegar”.


    A mentira de Bolsonaro vista de fora Jul 20, 2022
    Show notes

    A convocação de embaixadores de dezenas de países ao Palácio da Alvorada para ouvir 50 minutos de acusações infundadas às urnas eletrônicas faz crescer, na comunidade internacional, a expectativa de reprise do caso Trump: o presidente brasileiro seria o próximo a contestar a eventual derrota. Com um agravante que não passou despercebido aos presentes: Jair Bolsonaro lançou no evento também a ameaça de sabotar o calendário eleitoral, melando o jogo antes do primeiro turno. Em paralelo à ampla reação interna, a repercussão externa da nova investida golpista foi a pior possível. O presidente segue “um roteiro bastante visível" para outros governantes, diz Oliver Stuenkel. Na percepção deles, uma transição de poder sem incidentes no Brasil é “cada vez mais improvável”. Na conversa com Renata Lo Prete, o professor de Relações Internacionais da FGV-SP relata o que tem ouvido de diplomatas na Europa e nos EUA - cuja representação em Brasília divulgou, nesta terça, nota na qual afirma que as eleições brasileiras são “exemplo para o mundo”. E discute a incógnita sobre o que farão as Forças Armadas caso Bolsonaro insista em tentar uma ruptura institucional.


    Os alertas climáticos que vêm do Norte Jul 19, 2022
    Show notes

    A violenta onda de calor na Europa já matou mais de mil de pessoas e desalojou em torno de 20 mil, sobretudo devido aos incêndios florestais. Em Portugal, o termômetro alcançou assustadores 47°C. E no Reino Unido os londrinos foram orientados a evitar o metrô. Segundo a autoridade meteorológica do país, “a infraestrutura e o estilo de vida” dos britânicos não estão adaptados à nova realidade climática. Para o pesquisador do Inpe Lincoln Muniz Alves, são eventos extremos cada vez mais frequentes, que antecipam previsões sombrias da ciência sobre o aquecimento do planeta. Em conversa com Renata Lo Prete, ele aponta a longa e destruidora temporada de chuvas deste ano no Brasil como outro sintoma. E fala da urgência em transformar a atitude de cada um -não só de governos e empresas. Participa também do episódio Claudio Angelo, coordenador de comunicação do Observatório do Clima, para tratar do fator EUA. Enquanto a Europa arde, do outro lado do Atlântico o governo de Joe Biden assiste à erosão de seu ambicioso plano verde. Primeiro, foi uma decisão da Suprema Corte. Agora, um revés pesado no Congresso. Tudo somado, tornou-se praticamente impossível o país cumprir a meta de cortar 50% das emissões de gases do efeito estufa até 2030. O jornalista analisa a situação de Biden: “É como entrar em uma guerra na qual, em vez de te equipar, suas forças auxiliares vão tirando o seu capacete, o seu fuzil e o seu uniforme".


    Para entender a sucessão no Rio Jul 18, 2022
    Show notes

    Cinco ex-governadores presos no passado recente. O atual herdou a cadeira do titular da chapa vitoriosa em 2018, alvo de impeachment. Crises agudas na economia e na segurança pública. E um desenho de disputa que espelha a polarização do quadro nacional. No terceiro maior colégio eleitoral do país, o incumbente Cláudio Castro (PL) e o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) estão tecnicamente empatados, segundo o Datafolha mais recente. "O Rio é o berço político de Bolsonaro, das milícias e da mistura entre religião e política no país", contextualiza o jornalista Bernardo Mello Franco. Na conversa com Renata Lo Prete, o colunista do jornal O Globo e comentarista da rádio CBN analisa as situações de Castro e Freixo. O primeiro tem o apoio de mais de uma dezena de partidos na Assembleia e “a máquina na mão”. O segundo aposta na associação com Lula e no caminho que vem fazendo para “tentar conciliar tudo” e superar “a pecha de radical”. Apesar da distância de ambos para os demais concorrentes, Bernardo não descarta surpresas: "A soma de brancos, nulos e indecisos está em 30%. Se a eleição fosse hoje, o vencedor seria... ninguém".


    Arthur Lira, senhor dos recursos e do regimento Jul 15, 2022
    Show notes

    Herdeiro de um clã político de Alagoas, ele chegou à Câmara em 2011 e começou a ganhar projeção quatro anos depois, na era Eduardo Cunha (MDB). Em 2021, conquistou o comando da Casa em aliança estreita com Jair Bolsonaro - que nunca mais teve de se preocupar com pedidos de impeachment. Além da blindagem do Executivo, marcam a presidência de Lira a consolidação do Orçamento Secreto e o rolo compressor para aprovar matérias ao arrepio do regimento interno -como ocorreu agora, com a chamada PEC Kamikaze. Sobre a primeira questão, Renata Lo Prete conversa com Paulo Celso Pereira, editor-executivo dos jornais O Globo e Extra e da revista Época. É ele quem explica o controle de Lira sobre as “emendas do relator” e o poder que isso lhe dá. Na avaliação do jornalista, o que Lira faz no momento é se preparar tanto para a hipótese de vitória de Lula quanto para a de reeleição de Bolsonaro. “Ele tem clareza de que são cenários distintos, mas tentará ganhar em todos eles”, afirma. Para falar do modus operandi do presidente da Câmara, a convidada é Beatriz Rey. Segundo a cientista política, o deputado do PP atropela de pelo menos duas maneiras: “desrespeitando regras regimentais” e criando novas por meio da “promulgação de atos da Mesa Diretora”. Lira, ela diz, “age no detalhe do processo legislativo”.


    O Orçamento Secreto no mundo real Jul 14, 2022
    Show notes

    Ao aprovar, nesta semana, a LDO de 2023, o Congresso não apenas garantiu longa vida às emendas do relator como ampliou ainda mais o controle da cúpula parlamentar sobre esses recursos, que chegarão a R$ 19 bilhões no ano que vem. Boa hora, portanto, para verificar o que está acontecendo na ponta com dinheiro público alocado sem identificação do deputado ou senador responsável nem possibilidade de controle. Com esta missão, O Assunto recebe Breno Pires, autor de reportagem na revista Piauí que conecta as emendas da sigla RP9 a um esquema para fraudar a destinação de recursos da saúde. Nesse trabalho, o jornalista percorreu o Maranhão, estado onde ficam 23 dos 30 municípios do país mais agraciados com repasses para atendimentos de média e alta complexidade. De perto, ele constatou falsificações exorbitantes dos números de serviços supostamente prestados, que contrastam com carências de todo tipo no atendimento à população. Tudo com “coordenação superior" dos senhores do Orçamento Secreto em Brasília. E às custas dos “mais vulneráveis”, que esses parlamentares tanto gostam de invocar. “O saldo de tudo isso é que falta dinheiro onde realmente precisa”, diz Breno.


    Crimes de ódio: ameaça à democracia Jul 13, 2022
    Show notes

    O assassinato de um tesoureiro do PT, durante uma festa de família, por um apoiador de Jair Bolsonaro foi “induzido” não apenas por falas do presidente, mas pela “máquina” de agressão de natureza política que prosperou no Brasil sob seu governo. É o que sustenta o sociólogo José de Souza Martins, professor emérito da USP. Na conversa com Renata Lo Prete, ele relembra eventos violentos que precederam a morte de Marcelo Aloísio de Arruda em Foz do Iguaçu e afirma ser impossível dissociá-los da proliferação de armas estimulada por Bolsonaro e família. Diz ainda que a sociedade precisa estar de “prontidão” para reagir a uma eventual tentativa do Planalto de usar atentados como o de sábado como pretexto para insinuar qualquer mudança no calendário eleitoral. Participa também do episódio Anielle Franco, irmã de Marielle e diretora do instituto que leva o nome da vereadora executada em 2018 - crime do qual até hoje não se conhece o mandante. Como se isso não bastasse, quatro anos depois a família ainda convive com “tentativas de assassinar a reputação de Marielle”.


    ESPECIAL: Renata Lo Prete entrevista André Janones Jul 11, 2022
    Show notes

    Pré-candidato pelo Avante, o deputado federal por MG anuncia que, caso assuma a Presidência, irá implementar um programa de transferência de renda emergencial para atender à população mais pobre, seguindo os mesmos critérios do extinto Bolsa Família e ao custo de até R$ 400 bilhões anuais: “é o meio mais confiável de buscar a justiça social”. Para financiar esta que é sua principal bandeira eleitoral, ele acrescenta a necessidade de uma “verdadeira reforma tributária” que inclua taxação de lucros e dividendos, imposto sobre grandes fortunas e redução de subsídios. Para Janones, o Brasil vive uma “falsa polarização” entre dois candidatos com altos índices de rejeição, mas adianta que, caso não esteja no 2º turno, estará “do lado oposto ao do atual presidente, ao lado da democracia”. Questionado sobre a PEC Kamikaze, o pré-candidato diz que nem Jair Bolsonaro nem o Congresso deixam claro que os benefícios a serem ampliados acabam no fim de 2022. Aos 38 anos, André Janones concorre pela 1ª vez à Presidência. O Assunto apresentou a primeira rodada de entrevistas do jornalismo da Globo nas eleições deste ano. O encontro de 1h30 de duração foi transmitido ao vivo pelo g1 na tarde da segunda-feira (11) e publicado na íntegra como episódio especial do Assunto. Foram chamados os cinco pré-candidatos com melhor pontuação na pesquisa Datafolha do dia 26 de maio. A campanha do presidente Jair Bolsonaro, do PL, não chegou a enviar representante ao sorteio da ordem. A do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enviou. Nenhuma das duas confirmou presença até a data-limite, 3 de junho. Ciro Gomes (PDT) foi entrevistado em 13 de junho, e Simone Tebet (MDB) em 20 de junho.


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